pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Ciberataques, retenção de talento e confrontos geoeconómicos entre as preocupações das empresas portuguesas

Quando a inteligência artificial e a adoção tecnológica estão a acelerar, as empresas portuguesas elevam as suas preocupações com os ataques cibernéticos. Mundo em mudança não está a ajudar na retenção de talento e nos confrontos geoeconómicos.

A lista das empresas portuguesas alterou-se face a 2024 e 2025.
A lista das empresas portuguesas alterou-se face a 2024 e 2025. Getty Images
08:00

As constantes alterações no mundo atual estão a deixar as empresas portuguesas preocupadas. Em primeiro lugar, as organizações têm vindo a mostrar maior preocupação com os ciberataques, seguido pela falta de retenção de talento que está a acontecer, nos eventos climáticos e no confronto geoeconómico.

Um novo estudo da Marsh atenta que 53% das empresas nacionais identificaram os ataques digitais como a sua principal ameaça em 2026, considerando-o crítico para a sua atividade. Esta preocupação é agravada na era da inteligência artificial (IA), em que existe a perceção de que é mais simples invadir informação confidencial. De facto, esta inquietação sobe no ranking nacional do estudo "A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos" da Marsh num momento em que a Anthropic divulgou (ou foi forçada a fazê-lo) que criou o Mythos, um modelo de IA que descobre vulnerabilidades. 

Esta subida ao número um dos riscos que preocupam as empresas reflete ainda o aumento da frequência e a sofisticação das ameaças que surgem na internet, entre o phising, "ransomware" e roubo de dados, mas também, e principalmente, a dependência das organizações tecnológicas. Acrescentar está a escassez de talento especializado nesta área, muito do qual em atual formação, o que dificulta a capacidade de prevenção e a resposta das empresas. 

As organizações nacionais estão mais preocupadas com os ataques digitais e com a retenção de talentos em 2026 do que em anos anteriores. Instabilidade política caiu do pódio, mas não desapareceu.

No ano passado, o ranking português era liderado pela instabilidade política e social, devido à guerra das tarifas iniciada pelos Estados Unidos ao resto do mundo, seguida então pelos ataques cibernéticos e pela retenção de talento. O mundo em 2025 tornava-se diferente do que vinha a ser até então: mais complexo e imprevisível. Hoje, apesar de o continuar a ser, as empresas habituaram-se às tensões geopolíticas, que na maior parte das vezes começam nos Estados Unidos, mas é a transformação digital que lhes desperta mais cautela, pela rapidez e falta de preparação.

A retenção de talento, numa altura em que o salário não é a única vantagem competitiva que as empresas podem oferecer, ocupa o segundo lugar do ranking nacional, com este risco a ser identificado por 42% das organizações inquiridas. Com o mercado de trabalho a ser mais global, algo que mudou com a pandemia e potenciou o "remoto" e os nómadas digitais, as organizações estão a sofrer cada vez mais na contratação e retenção de profissionais qualificados, nomeadamente na área tecnológica.

As expectativas dos trabalhadores também tem vindo a mudar. Hoje pede-se maior flexibilidade de horário, no equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e no desenvolvimento da carreira, o que faz com que as empresas tenham de pensar em novas abordagens na gestão de pessoas e na cultura organizacional.

42Talento
42% das empresas admite alguma inquietação com a retenção de talento em Portugal, num momento em que o mercado se alterou.

O comboio de tempestades no início do ano veio mostrar a imprevisibilidade do clima, levando a milhões em prejuízos em vários setores. É a terceira maior preocupação para as empresas, tendo sido identificado por 38% das empresas. Sejam tempestades, incêndios ou ondas de calor, como aquelas vistas pela Europa nos últimos ano, está provado que as infraestruturas e cadeias de abastecimento são afetadas, bem como as operações regulares das empresas.

Mundo já habituado a geopolítica inconstante

A reeleição de Donald Trump trouxe tensões geopolíticas constantes. Desde as tarifas comerciais, entrando num confronto direto com a China e a Europa e provocado uma forte disrupção nas cadeias de abastecimento, até à guerra do Irão, as empresas parecem ter enraizado a possibilidade de uma guerra estalar só porque o sol começou a brilhar nos Estados Unidos.

"O panorama geopolítico global está a evoluir rapidamente, com o surgimento de uma ordem multipolar onde várias potências regionais disputam influência económica, política e militar. A tradicional hegemonia ocidental enfrenta desafios significativos, nomeadamente pela ascensão da China como potência económica e tecnológica, o fortalecimento da União Europeia enquanto bloco estratégico, e a persistência de tensões entre grandes atores como os Estados Unidos, Rússia e Índia", destaca o relatório.

E este novo equilíbrio "tem implicações diretas para a estabilidade internacional". O relatório da Marsh adianta que estas dinâmicas exigem, por parte das empresas portuguesas, "uma vigilância constante e uma capacidade de adaptação rápida a mudanças políticas e económicas que podem afetar mercados e investimentos". A dependência de mercados e fornecedores externos também leva a um aumento da vulnerabilidade das empresas nacionais.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.