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Corticeira vê lucros caírem 15% no semestre e não paga dividendo extraordinário

A Corticeira Amorim reportou um resultado líquido de 34,27 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. O "board" da empresa decidiu não propor a atribuição de um dividendo extraordinário em dezembro.

A empresa liderada por António Rios Amorim tem um potencial de subida de 27,5%.
Paulo Duarte
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 03 de Agosto de 2020 às 17:19
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Os lucros da Corticeira Amorim ascenderam a 34,27 milhões de euros no primeiro semestre, o que corresponde a uma quebra de 15,1% face aos 40,35 milhões do período homólogo do ano passado, informou a empresa no comunicado das contas divulgado junto da CMVM.

 

A empresa liderada por António Rios de Amorim (na foto) sublinha que, excluindo o evento não recorrente associado à venda da US Floors, o resultado líquido teria caído 9,8%.

 

Recorde-se que, no mesmo período de 2019, a Corticeira recebeu 2,4 milhões de euros decorrentes da venda US Floors. "Sendo este o valor final associado a esta operação, o seu impacto afetou apenas os resultados do período homólogo do ano anterior", refere.

 

Já as receitas foram de 391,57 milhões de euros, menos 5% face aos 412,24 milhões reportados um ano antes.

 

A Corticeira salienta que as medidas para conter a pandemia de covid-19 penalizaram as suas vendas de rolhas na indústria dos serviços alimentares.

Apesar de a atividade industrial se ter mantido quase em pleno ao longo do semestre, a intensificação da crise sanitária e as medidas implementadas pelos diferentes países para dar resposta à covid-19 tiveram um impacto negativo no volume de negócios de todas as unidades de negócio no segundo trimestre do ano, sublinha.

 

O EBITDA ascendeu a 65,94 milhões de euros, uma queda de 3,4% em comparação com os 68,28 milhões entre janeiro e junho do ano passado.

 

A empresa refere ainda que o seu conselho de administração decidiu não propor, para este ano, a atribuição de um dividendo extraordinário em dezembro – que era pago desde 2012. A Corticeira justifica esta decisão com o impacto da pandemia.

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