Detetadas sete burlas informáticas com obtenção ilegítima de dados por dia em Portugal até março
GNR chama a atenção em particular para os casos em que os autores simulam ser agentes da autoridade ou funcionários de serviços públicos.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, no primeiro trimestre, 671 burlas informáticas com obtenção ilegítima de dados, em particular, bancários, o que perfaz, uma média, de mais de sete casos por dia. No cômputo do ano passado foram identificados 2.528.
Em comunicado, enviado às redações esta segunda-feira, a GNR destaca, em particular, a ocorrência de 298 burlas em que os autores se fizeram passar por agentes da autoridade ou por funcionários de diversas entidades, dando conta de que 86% das tentativas de burla do "falso funcionário" foram efetivamente consumadas. Em 2025 foram 1.092.
A GNR detalha que, entre janeiro e março, foram sinalizadas 44 situações em que os burlões se fizeram passar por trabalhadores de instituições bancárias, tendo conseguido enganar as vítimas em 75% dos casos, 36 em que fingiram ser agentes das autoridades (GNR/PSP/PJ), com sucesso em 86% dos casos, 16 em que simularam ser funcionários de serviços de energia (EDP) e 20 em que fingiram ser de serviços de Saúde ou da Segurança Social.
"Estes números revelam uma profissionalização crescente dos grupos criminosos, que recorrem agora à técnica de 'spoofing' e a mecanismos de manipulação psicológica para induzir as vítimas em erro", observa a GNR, alertando que "ao contrário dos ataques informáticos tradicionais que visam falhas de 'software', a engenharia social foca-se na vulnerabilidade do utilizador".