Galp e Sinopec concluem aumento de capital da Petrogal Brasil
A operação de aumento de capital e empréstimo accionista à Petrogal Brasil proporcionam à Galp Energia um encaixe financeiro de 5,2 mil milhões de dólares.
Nos termos do acordo, e após ter recebido o aval das autoridades competentes, a Sinopec subscreveu a totalidade do aumento de capital de 4,8 mil milhões de dólares da Petrogal Brasil e de outras empresas relacionadas, refere o comunicado da Galp.
Adicionalmente, a Sinopec realizou um empréstimo accionista à Petrogal Brasil, num montante de 0,36 mil milhões de dólares, que será utilizado para reembolsar empréstimos accionistas da Galp Energia no mesmo montante. Assim, o encaixe financeiro para a Galp Energia totaliza 5,2 mil milhões de dólares, acrescenta o documento da petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira (na foto).
“Com a conclusão da transacção, a Galp Energia detém 70% da Petrogal Brasil e restantes entidades, mantendo a consolidação integral destas empresas, e cabendo à Sinopec os restantes 30% de participação”, diz o comunicado sobre a operação de aumento de capital, que tinha sido anunciada em Novembro passado.
O novo conselho de administração da empresa brasileira é composto por sete membros e eleito de acordo com a proporcionalidade das participações accionistas. A Galp nomeia cinco membros, entre os quais o presidente do referido órgão, e a Sinopec nomeia dois. “A nova composição do conselho reflecte a posição de controlo accionista da Galp Energia, assegurando simultaneamente o envolvimento da Sinopec na gestão operacional da empresa”.
Com este aumento de capital, a posição financeira da Galp Energia fica substancialmente reforçada, dotando a empresa de uma das mais robustas estruturas de capital do seu sector. De facto, numa base pro forma, no final de 2011, o rácio de dívida líquida sobre capital próprio da Galp Energia teria sido de 8%, face aos 119% reportados, e o de dívida líquida sobre EBITDA ter-se-ia situado em 0,7, sublinha o comunicado.
“Este aumento de capital dota a empresa do fôlego financeiro necessário para suportar as actividades de exploração e desenvolvimento no Brasil dando-lhe, em simultâneo, flexibilidade adicional para desenvolver outros projectos de ‘upstream’, tanto dentro do seu actual portefólio como em oportunidades futuras que venham a surgir, no Brasil ou noutras geografias”, acrescenta.
A Galp e a sua nova parceira, a Sinopec, vão agora concentrar esforços na exploração e no desenvolvimento deste portefólio, apesar de não excluírem a possibilidade de no futuro poderem, conjunta ou separadamente, avaliar novas oportunidades de expansão naquela região, conclui o comunicado.