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Galp Energia quer quota entre 10 a 15% no mercado de gás natural ibérico

A Galp Energia prevê alcançar uma quota de mercado «entre 10 e 15% no gás natural» na Península Ibérica, disse António Mexia, presidente da empresa, admitindo, troca de activos nesta área com congéneres espanholas.

22 de Outubro de 2002 às 20:15

A Galp Energia prevê alcançar uma quota de mercado «entre 10 e 15% no gás natural» na Península Ibérica, disse António Mexia, presidente da empresa, admitindo, troca de activos nesta área com congéneres espanholas.

A empresa de gás natural e petrolífera nacional «pode ser o segundo jogador ibérico no gás natural», a seguir à empresa espanhola Gás Natural, afirma Mexia.

Neste âmbito Mexia adiantou que «é preciso desenvolver as parcerias que nos permitam ter as forças para competir no mercado do gás natural».

A necessidade das parcerias com produtores de gás surge porque nesta área «o peso é dado a quem tem gás». António Mexia lembrou que a Argélia e a Nigéria são os principais detentores de gás, influenciando o mercado da Península Ibérica.

Para aumentar a presença no sector do gás natural no mercado ibérico a Galp Energia admite a troca de activos com congéneres espanholas.

«Acho que se deve ter cabeça aberta para os swaps (trocas) de activos», na área do gás natural.

Esta política «tem sido decisiva para a Galp no que diz respeito aos combustíveis (...) e não há razão nenhuma para não sermos assim no gás».

A troca de activos na área dos combustíveis é justificada «para antecipar o que seria uma perda de quota de mercado natural em Portugal».

Mexia quer centros de decisão das empresas em Portugal

António Mexia adiantou «que a manutenção dos centros de decisão em Portugal é importante», desvalorizando a origem do investimento.

O presidente executivo da Galp Energia acredita que em Portugal existem gestores «com capacidade de decisão eficiente».

IPO da Galp Energia direccionado para investidor particular

A oferta pública inicial (IPO) da Galp Energia, no âmbito da privatização da empresa, será direccionada para o investidor particular, disse António Mexia.

Esta operação será principalmente «colocada junto do pequeno investidor, dada a exposição que a Galp já tem em Portugal e Espanha», acrescentou Mexia.

«Este IPO tem que ser visto numa óptica de capitalismo para o pequeno investidor», referiu a mesma fonte.

Nesta perspectiva o presidente da Galp Energia salienta a necessidade de existirem condições favoráveis no mercado de capitais, que estimularão a procura pelas acções da empresa.

A Galp Energia detém uma quota de mercado de 76% no gás natural em Portugal, equacionando «a entrada de accionistas, em tempo adequado», no capital da Trangás.

António Mexia escusou-se a adiantar se estaria favorável ao destacamento da Transgás do seio do Galp Energia, uma operação prevista para acontecer antes do IPO.

Contudo o mesmo responsável assegurou que o sector do gás natural «é uma componente muito forte no IPO da Galp Energia», visto que a empresa «é um misto da actividade tradicional dos combustíveis e da área de gás natural».

O presidente da Galp Energia garante que a empresa está pronta para «respeitar a liberalização do sector do gás natural», acreditando nas capacidades da empresa «em ser competitiva no mercado ibérico».

O IPO está previsto ocorrer no primeiro semestre de 2003.

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