Empresas Galp Energia reduz investimento em 15%

Galp Energia reduz investimento em 15%

A petrolífera volta a reduzir a sua previsão de investimento. Pretende agora investir entre 1,0 e 1,2 mil milhões de euros por ano até 2020.
Galp Energia reduz investimento em 15%
Miguel Baltazar/Negócios
Raquel Godinho 15 de março de 2016 às 09:55

A Galp Energia divulga, esta terça-feira, as suas metas de investimento para os próximos anos. No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa revela que reduziu em 15% o montante que pretende investir. O montante anual de "capex" previsto é agora entre 1,0 mil milhões de euros e 1,2 mil milhões de euros.


À semelhança do que aconteceu no "Capital Markets Day" realizado no ano passado, quando cortou as previsões de investimento em 20%, a cotada volta, este ano, a avançar com uma redução nas metas de investimento. Se antes pretendia investir anualmente entre 1,2 mil milhões de euros e 1,4 mil milhões de euros, agora pretende investir entre 1,0 mil milhões e 1,2 mil milhões de euros no período entre 2016 e 2020.


A companhia adianta ainda, no mesmo documento, que prevê investir entre 1,1 mil milhões de euros e 1,3 mil milhões de euros em 2016.


A área de exploração e produção representa cerca de 85% do investimento da empresa. E mais de metade do "capex" nesta área está comprometida com o desenvolvimento de projectos no Brasil e em Angola.


Nos últimos dois anos, várias têm sido as petrolíferas mundiais a cortar os seus planos de investimento devido à descida da cotação do petróleo nos mercados internacionais.

Além disso, a companhia estima que o seu EBITDA registe um crescimento médio anual de 15% no período entre 2015 e 2020. No ano passado, o EBITDA da Galp Energia atingiu os 1.564 milhões de euros, mais 19% do que em 2014.


A Galp anunciou também, esta terça-feira, que mantém a política de remuneração accionista que pressupõe o crescimento anual do dividendo de 20%. Mas o valor a distribuir pelos accionistas deverá manter-se inalterado nos 0,50 euros por acção de 2017 em diante.


As acções da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva (na foto) seguem a recuar 1,39% para os 10,605 euros.




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