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Gestor de insolvência da "holding" do BES à frente da dona da Gant em Portugal

Pedro Pidwell, administrador de insolvência, por exemplo, da construtora Soares da Costa e da Espírito Santo Financial (Portugal), maior accionista do falido Banco Espírito Santo (BES), foi nomeado gestor judicial do grupo Ricon, que detém as lojas Gant no nosso país.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 12 de Dezembro de 2017 às 16:14
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O gestor judicial Pedro Pidwell foi escolhido pelo Tribunal de Comércio de Vila Nova de Famalicão para acompanhar o processo de insolvência das empresas do universo Ricon, grupo que emprega perto de 800 pessoas e detém a rede de lojas Gant em Portugal.

 

"Fui notificado da nomeação [como administrador de insolvência] em algumas das sociedades [do grupo Ricon] e, tal como pedido, a administração se mantém pela devedora", afirmou Pedro Pidwell, em declarações ao Negócios.

 

Este gestor judicial tem sido seleccionado para liderar alguns dos maiores processos de insolvência e de revitalização em Portugal, como os da construtora Soraes da Costa, o grupo de logística Urbanos, a "private equity" Finpro, que era controlada pelo Estado (27,2%) Banif (32%) e o grupo Amorim (25,4%), ou o do Espírito Santo Financial (Portugal), que era a "holding" portuguesa através da qual a Espírito Santo Financial Group, sediada no Luxemburgo, tinha a maior posição accionista no Banco Espírito Santo (BES).

 

No caso do grupo Ricon, de Famalicão, o tribunal já marcou as assembleias de credores de quatro sociedades do universo empresarial liderado por Pedro Silva. As da "holding" Nevag e da Ricon Serviços estão agendadas para 30 de Janeiro de 2018, a da Ricon Industrial (especializada no fabrico de blazers) para o dia seguinte, enquanto as da Fielcon (camisas) e da Delos (calças) serão realizadas no dia 1 de Fevereiro.

 

Decorre agora 30 dias para os credores das várias sociedades reclamarem os seus créditos.

 

O conjunto de empresas do grupo Ricon apresentou-se à insolvência há uma semana.

 

O grupo Gant, de origem americana e com sede em Estocolmo, na Suécia, era o principal cliente destas fábricas e absorvia cerca de metade da produção.

 

Numa comunicação aos colaboradores do grupo, a que o Negócios teve acesso, o presidente executivo, Pedro Silva, culpou a Gant pela quebra "acentuada" das encomendas ao sector industrial da Ricon e pela exigência do "pagamento imediato da totalidade da dívida vencida proveniente dos fornecimento ao sector do retalho", o que causou "um estrangulamento inultrapassável" na tesouraria do grupo e "afectou a capacidade de cumprir as obrigações com os diversos credores, nomeadamente com a banca".

 

"Apesar de todos os esforços desenvolvidos no sentido de contrariar a actual situação económico-financeira das empresas do grupo, a verdade é que as negociações encetadas junto da banca, do principal parceiro do grupo (Gant) e de eventuais novos investidores não conduziram, até ao momento, a uma solução concreta que permita a viabilização das empresas", detalhou o gestor nessa missiva, com a data de 4 de Dezembro.

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