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Governo francês quer aumentar interesse por smartphones usados

França está a preparar incentivos para que os consumidores mudem os seus hábitos de consumo para eletrónicos usados, numa tentativa de reduzir o impacto sobre o meio ambiente e impulsionar as startups locais de comércio eletrónico.

Miguel Baltazar
Bloomberg 18 de Outubro de 2020 às 16:00
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O governo disse que vai implementar um sistema de pontuação na reutilização de dispositivos a partir de janeiro, e reservará 21 milhões de euros do seu plano de estímulos para financiar start-ups e projetos de reutilização.

A ministra do Ambiente, Barbara Pompili, e o seu colega dos Assuntos Digitais, Cedric O, disseram à Bloomberg que o governo está em negociações para aumentar as compras de produtos em segunda mão, mas não detalhou os planos que ainda estão a ser finalizados.

"Queremos incentivar as pessoas que desejam comprar um aparelho a pensar primeiro nos reformados", disse Pompili.

A venda de aparelhos recondicionados é um negócio antigo. Tanto a Apple como a Samsung oferecem telemóveis em segunda mão nos seus sites, e o mercado global de smartphones usados deve atingir 332,9 milhões de unidades com um valor total de 67 mil milhões de dólares, o que compara com os 175,8 milhões de unidades vendidas em 2018, de acordo com o IDC.

Mas em França, várias start-ups têm feito lóbi para que o governo comece a introduzir uma legislação que incentive os consumidores a abandonarem os telemóveis novos.

"Estamos a pressionar o governo para reduzir o IVA sobre produtos com bom impacto ambiental, incluindo smartphones recondicionados", disse o co-fundador da Recommerce, Benoit Varin, à Bloomberg.

Recommerce, fundada em 2009, recondiciona telemóveis e vende-os diretamente aos consumidores ou através de operadoras de telecomunicações, e tem o suporte da família Mulliez, gigante do retalho.

 

A start-up rival Back Market arrecadou 120 milhões de euros em maio com investidores como Goldman Sachs e o bilionário do luxo Bernard Arnault para o seu mercado que vende aparelhos e bens de consumo da Sony, Apple, Samsung e Microsoft.

A Back Market, que foi criada há seis anos e pretende expandir-se para os Estados Unidos, tem feito lóbi junto do governo para criar incentivos ao consumidor para produtos eletrónicos em segunda mão. Ministros franceses visitaram recentemente os seus escritórios para reforçar o seu apoio à start-up e ao setor, onde Pompili e O criticaram as gigantes americanas por "procurarem manter um circuito fechado" com peças de reposição e sistemas de reparação exclusivos.

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