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Há mais de mil milhões de euros em moratórias por causa da Kristin

Quase sete mil clientes bancários recorreram ao mecanismo que permite deixar de pagar, temporariamente, os créditos. A grande maioria são particulares, mas em valor as empresas representam quase dois terços do total em moratória.

Efeitos do mau tempo em Leiria
Efeitos do mau tempo em Leiria Paulo Cunha / Lusa - EPA
11:31

A Kristin teve um forte impacto na zona centro do país. Arrancou telhados, danificou linhas de eletricidade e telecomunicações, mas também arrasou muitos negócios, levando famílias e empresas a socorrerem-se da moratória entretanto criada para aliviar o impacto da tempestade. No total, há mais de mil milhões de euros em moratórias de crédito.

No total, beneficiaram da moratórias de crédito, que permitiram suspender, durante 90 dias, o pagamento de capital e juros, com efeitos a partir de 28 de janeiro, 1.243 empresas e 5.613 particulares, em empréstimos que totalizaram 1.063,1 milhões de euros”, revela o Banco de Portugal, apresentando dados para o período entre 28 de janeiro e 28 de abril, quando a moratória terminou. Entretanto, a medida foi prolongada por mais 12 meses.

Ainda que a grande maioria das moratórias tenha sido para famílias, as empresas, pelos valores dos financiamentos, são responsáveis por uma grande parte do montante global em moratória. “651,8 milhões de euros correspondiam a empréstimos concedidos a empresas e 411,3 milhões de euros a empréstimos concedidos a particulares”, diz o supervisor.

A medida abrangeu famílias em empresas de 90 concelhos, sobretudo das regiões Centro e Vale do Tejo. Focando nas empresas, o Banco de Portugal revela que Leiria, Marinha Grande, Coimbra, Pombal e Lisboa foram os “cinco concelhos com maior número de empresas abrangidas”, num total de “514 empresas com atividade nos concelhos afetados”.

“Por setor de atividade económica, destacaram-se as indústrias transformadoras, com 262,9 milhões de euros de crédito abrangido”, acrescenta o supervisor, salientando que “92,8% do montante em moratória correspondia a crédito de micro, pequenas e médias empresas. As grandes empresas representavam apenas 7,2%”.

No caso dos particulares, “95,1% do montante em moratória correspondia a crédito à habitação”. “No conjunto dos municípios abrangidos, o crédito em moratória representou 1,5% do total de crédito à habitação elegível. A percentagem foi mais elevada na Marinha Grande (8,5%) e em Leiria (5,6%)”, remata a nota do Banco de Portugal específica para as moratórias da Kristin.

(Notícia atualizada às 11h45 com mais informação)

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