Jardim Gonçalves força eleições e apresenta lista própria
As divergências entre Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto tornaram-se insanáveis. O projecto de acordo com a Sonangol foi a gota de água que fez transbordar o copo das relações entre os dois banqueiros.
As divergências entre Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto tornaram-se insanáveis. O projecto de acordo com a Sonangol foi a gota de água que fez transbordar o copo das relações entre os dois banqueiros.
De acordo com a edição de hoje do "Diário Económico", accionistas próximos ao fundador do maior banco privado português irão forçar, já na próxima assembleia geral (AG) a destituição de Paulo Teixeira Pinto e a sua substituição.
"O BCP vive uma situação de ingovernabilidade que não se pode manter. A clarificação da liderança é urgente, pelo que será natural que um accionista venha a pedir ao presidente da mesa da AG a introdução de um novo ponto na ordem de trabalhos, relativo à recomposição do conselho de administração", adiantou uma fonte próxima de Jardim ao "DE".
O conflito, supostamente agravado pela parceria com a Sonangol para Angola, incendiou os ânimos entre as duas facções rivais no banco, tendo alguns dos aliados de Jardim Gonçalves sugerido a imediata destituição de Paulo Teixeira Pinto. Ou seja, tal como referiram os jornais deste fim-de-semana, chegou a pensar-se pedir na reunião de hoje do conselho geral e de supervisão a suspensão do presidente do BCP, remetendo a destituição para a AG, já que esta é uma competência dos accionistas.