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João Nabais e Luís Represas interessados na compra do Pavilhão da Realidade Virtual

O Pavilhão da Realidade Virtual, na ParqueExpo, vai ser vendido por cerca de cinco milhões de euros. Entre os compradores encontram-se o advogado João Nabais e o músico Luís Represas, noticiou o «Correio da Manhã».

26 de Outubro de 2004 às 07:59

O Pavilhão da Realidade Virtual, na ParqueExpo, vai ser vendido por cerca de cinco milhões de euros. Entre os compradores encontram-se o advogado João Nabais e o músico Luís Represas, noticiou o «Correio da Manhã».

O espaço tem seis mil metros quadrados de área bruta de construção, custando cada metro quadrado 833 euros. O custo médio dos escritórios e lojas, naquela zona, varia entre 2500 e 3000 euros/m2, como explica Manuel Sotto-Mayor Negrão, presidente da Associação das Mediadoras Imobiliárias de Portugal.

A cumprir-se o valor de mercado, o Pavilhão custaria cerca de 15 milhões de euros. Precisamente o valor que foi pago pela Estoril Sol na compra do Pavilhão do Futuro, onde ficará instalado o Casino de Lisboa.

Segundo apurou o CM, para o negócio concretizar-se só falta marcar a escritura. Um consórcio constituído por proprietários dos restaurantes e bares da zona sul da Expo – que mantêm um contencioso com a ParqueExpo –, uma construtora e uma entidade bancária, propôs a compra do Pavilhão, por um valor próximo dos cinco milhões de euros. O direito de preferência, de uma terceira entidade, caducou ontem e agora basta marcar a escritura para a realização do negócio.

Paula Costa Nabais, mulher do advogado João Nabais, confirmou ao CM a concretização do negócio. "Foi uma boa compra, pois o espaço vai valorizar imenso", reconheceu.

A proprietária do restaurante Maria La Gorda explicou que o Pavilhão da Realidade Virtual "vai ser transformado num novo edifício", com parque de estacionamento subterrâneo e espaços "que já estão definidos" para os compradores. Escritórios, restaurantes e outras actividades comerciais são o destino do Pavilhão, que deverá estar pronto em 2006. "Alguns espaços também vão ser postos à venda para futuros compradores", garantiu Paula Nabais.

Quanto à possibilidade dos escritórios da Nabais & Associados passarem para o novo edifício, referiu que "é uma hipótese". Já Luís Represas frisou que "nada foi adquirido ainda", considerando que "há coisas que estão em ideia". Segundo o músico, proprietário do bar Bugix, "tudo o que se falar é pura e simples especulação".

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