Martifer afunda mais de 5% e gera prejuízo de 63 euros a investidores da OPV
Os títulos da Martifer estão cada vez mais distantes dos 8 euros a que foram vendidos aos accionistas na OPS, realizada em Junho do ano passado. As acções da empresa liderada por Carlos Martins estão em queda de mais de mais de 5% e atingiram um novo reco
Os títulos da Martifer estão cada vez mais distantes dos 8 euros a que foram vendidos aos accionistas na OPS, realizada em Junho do ano passado. As acções da empresa liderada por Carlos Martins estão em queda de mais de 5% e atingiram um novo recorde mínimo, gerando um prejuízo potencial de 63 euros a cada investidor.
Pela terceira sessão consecutiva, a Martifer [mar] está a perder valor. As acções da empresa de Oliveira de Frades seguiam a desvalorizar 5,45% para os 7,28 euros, tendo atingido um novo mínimo, desde que a companhia se estreou no mercado de capitais, nos 7,26 euros. À cotação actual, a Martifer está avaliada em 728 milhões de euros.
O preço actual representa uma desvalorização de 39% face à cotação máxima da Martifer, os 12 euros (atingida na estreia da empresa em bolsa, a 27 de Junho de 2007), e de 8,75% face ao valor pago pelos milhares de accionistas que compraram títulos na OPS, os 8 euros.
A performance recente das acções levou a Martifer a quebrar em baixa esta fasquia dos 8 euros. Se ao final dos primeiros seis meses em bolsa a mais-valia potencial para os investidores da OPS era reduzida, senão nula (tendo em conta os custos associados ao investimento), actualmente, estes milhares de accionistas contam com prejuízos potenciais.
Quem deu a ordem de compra máxima, de 20.000 acções, na OPS, durante a primeira fase, conseguiu um total de 90 acções da empresa liderada por Carlos Martins, sendo que à cotação actual, a perda (excluindo outros gastos) ascende a 63 euros. Para quem subscreveu acções na segunda fase (obtendo 40 acções da empresa), o prejuízo é de 28 euros.