Mau tempo: deve haver medidas a fundo perdido, diz Paulo Macedo
CEO da Caixa Geral de Depósitos diz que, relativamente às moratórias, o banco já recebeu cerca de mil pedidos no valor de quase 100 milhões de euros.
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O CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, defendeu que "terá de haver medidas a fundo perdido" no que toca às moratórias decididas pelo Governo para aliviar as famílias atingidas pelas tempestades do final de janeiro.
"Há linhas de crédito substanciais, mas achamos que terá de haver medidas a fundo perdido. Em termos imediatos, talvez as moratórias terão de se prolongar", referiu o CEO da Caixa na apresentação de resultados anuais do banco público referentes a 2025.
Em termos de números, Paulo Macedo disse que "relativamente às moratórias, tanto no que toca a empresas como particulares, a CGD teve cerca de mil pedidos" no valor de cerca de 94 milhões de euros. Nos particulares, o banco registou já 600 pedidos e nas empresas 248. "A maioria já está trataao e apenas um caso não foi aceite por não se enquadrar no decreto", acrescentou Paulo Macedo.
Ainda assim, diz, o banco espera mais pedidos nos próximos tempos: "o que acontece é que a linha dos pedidos é crescente, porque nos primeiros dias as pessoas estiveram a fazer contas à vida", sublinhou o líder do banco.
O CEO do banco público defendeu ainda que Portugal tem de criar um fundo de catástrofes "para onde as entidades têm de contribuir".
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