Moviflor encerra lojas a partir de 1 de Outubro
A empresa informou os gerentes das lojas que as instalações vão ser encerradas "temporariamente" já a partir do dia 1 de Outubro, avança o Público. A Moviflor conta com 865 trabalhadores em Portugal.
A administração da Moviflor informou os gerentes das lojas que as instalações da empresa vão encerrar a 1 de Outubro, noticia o Público na sua edição online. A empresa não conseguiu cumprir o Plano Especial de Revitalização nem chegar a acordo com um potencial investidor.
No entanto, a informação que é dada, para já, aos funcionários, é que o encerramento será "temporário".
"A Administração da Moviflor informa que, dado não se encontrar ainda definida a evolução da empresa face à necessidade de investimento, e considerando as dificuldades e contingências com que nos debatemos diariamente, foi tomada a decisão de encerramento temporário das instalações já a partir do próximo dia 1 de Outubro", lê-se no e-mail enviado aos gerentes das lojas pela fundadora Catarina Remígio, citado pelo Público.
Sobre a situação dos colaboradores, que acumulam salários em atraso, não é prestado nenhum esclarecimento pela empresa, de acordo com a mesma fonte.
"Recebemos informação de colaboradores de que a partir de 01 de outubro todas as lojas vão estar encerradas temporariamente", disse hoje à Lusa Marisa Ribeiro, do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), adiantando que está a tentar obter mais detalhes sobre o assunto. "Os trabalhadores estão preocupados com a sua situação", adiantou, recordando que o Plano Especial de Recuperação (PER) "não está a ser cumprido".
As lojas estarão de portas fechadas a partir de Outubro, mas o site da empresa já se encontra inoperacional, apresentando a página inicial a seguinte mensagem: "Estamos a melhorar o site Moviflor. Em breve poderá, novamente, conhecer os nossos produtos e comprá-los online".
A Moviflor tem mais de 1.400 credores e as dívidas ascendem a 147 milhões de euros, com o fisco e a Segurança Social a encabeçarem a lista. A empresa recorreu ao Plano Especial de Revitalização para tentar recuperar a saúde financeira e manter os 865 postos de trabalho em Portugal.