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Negócio dos lares de idosos cai 12% com a pandemia

O mercado das residências para a terceira idade perdeu valor em 2020, passando a valer 295 milhões de euros. Os privados representam 30% dos lares e 20% dos lugares a nível nacional. Lisboa, Setúbal, Porto e Leiria lideram vagas.

Pedro Simões
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 26 de Abril de 2021 às 16:00
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No ano em que estiveram debaixo dos holofotes por causa dos surtos provocados pela pandemia de covid-19, as residências para a terceira idade faturaram menos 11,9% em relação a 2019, com o volume de negócios do setor a cair para 295 milhões de euros.

 

Estes números fazem parte de um estudo da Informa D&B divulgado esta segunda-feira, 26 de abril, que mostra que em março de 2021 operavam em Portugal 2.512 residências para a terceira idade, das quais 1.760 eram de entidades sem fins lucrativos e as restantes 752 pertenciam a privados.

Desde o início da pandemia e até 4 de fevereiro, os dados mais recentes reportados pela Direção-geral da Saúde (DGS), já tinham morrido 3.750 residentes nos lares portugueses devido ao novo coronavírus, sendo que 42% das vítimas tinham ocorrido desde o início deste ano, que coincidiu com a terceira vaga de infeções no país.

Os funcionários dos lares estão agora a ser testados à covid-19 todos os meses, o que implica envolver 25% por semana, de forma a garantir que todos são testados durante o mês. O Ministério que tutela a Segurança Social estimou a 9 de abril que os 294 mil testes realizados até então pelos trabalhadores terão evitado mais de 870 surtos da doença nestas estruturas para idosos.

 
Menor ocupação nos lares privados 

Com uma capacidade total de quase 101 mil lugares – cerca de 1.400 foram acrescentados nos últimos dois anos, respondendo ao aumento da procura provocado pelo envelhecimento da população nacional –, o distrito de Lisboa lidera com 7.325 vagas em 230 centros. Seguem-se Setúbal, Porto e Leiria, todos com mais de dois mil.

 

Quase 80% das vagas atualmente disponíveis de norte a sul do país estão nas residências sem fins lucrativos, como aquelas que pertencem às Misericórdias. Neste tipo de lares de idosos, a capacidade média é de 44 lugares, isto é, fica muito acima dos 31 lugares identificados nos centros que são explorados por privados.

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, anunciou que vão ser investidos 420 milhões na requalificação e em novos equipamentos sociais de apoio a idosos.
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