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Obra da A1 "100% concluída" até ao final da semana

Em 11 de fevereiro, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191.

Imagens impressionantes mostram parte do troço da A1 junto ao Rio Mondego colapsada
Imagens impressionantes mostram parte do troço da A1 junto ao Rio Mondego colapsada Radar
13:46

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garantiu esta terça-feira que, até ao final da semana, a obra da Autoestrada 1 (A1), na zona de Coimbra, estará "100% concluída" e a circulação nas quatro faixas de rodagem será reposta.

Em declarações aos jornalistas em Viseu, Pinto Luz disse que na segunda-feira à tarde o seu ministério deu "ordem para a reabertura, em modo basculante, de uma das vias de A1".

"Eu próprio hoje já utilizei a A1 e posso dizer aqui, em primeira mão, que até ao final desta semana a obra estará 100% concluída. Ou seja, após a análise do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), poderemos sinalizar à Brisa que a autoestrada pode funcionar a 100% já com as quatro faixas em pleno funcionamento", avançou.

O governante frisou que, durante 15 dias, foram mobilizados todos os meios possíveis para repor a circulação numa via considerada estratégica para a mobilidade nacional.

"Não parámos um segundo", afirmou, deixando "uma palavra especial para a Brisa, para todos os subempreiteiros que estiveram em obra dia após dia, 24 horas por dia, para garantir que era reposta a maior infraestrutura rodoviária do país".

O ministro disse aos jornalistas esperar que esta obra seja um exemplo para fazer "uma reconstrução do país absolutamente hercúlea" e sublinhou que há meios humanos e financeiros e "meios de simplificação também mobilizados para que, em conjunto com os autarcas", seja conseguida uma contratação pública e um licenciamento mais céleres e eficazes.

A circulação na A1 foi restabelecida, de forma condicionada, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, pelas 19:30 de segunda-feira.

"A medida é aplicada na sequência da conclusão dos trabalhos de estabilização da laje de transição na plataforma Sul / Norte, que ocorreram no início desta semana, e tem como objetivo minimizar o impacto para os utilizadores, dada a importância estratégica da A1 para a mobilidade nacional", indicou a Brisa, em comunicado.

Em 11 de fevereiro, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191.

De acordo com a Brisa, até à conclusão das obras, não serão cobradas portagens em toda a extensão do sublanço, entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul.

Esta solução temporária de reposição condicionada do trânsito, numa extensão de aproximadamente dois quilómetros, limitada a uma via por sentido, utiliza exclusivamente a faixa que não sofreu danos estruturais (sentido Sul/Norte), detalhou a concessionária.

"A solução foi sujeita à avaliação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), mereceu decisão favorável do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT) e permite viabilizar a circulação entre Lisboa e Porto através da principal autoestrada do país, depois do rebentamento do dique do Mondego ter provocado uma rutura na plataforma", frisou a Brisa.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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