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Paula Panarra: “Modelo de trabalho híbrido veio para ficar”

A diretora-geral da Microsoft Portugal acredita que a maior parte das empresas, “mesmo as mais conservadoras”, vê vantagens no trabalho remoto.

DR/Microsoft
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 21 de Setembro de 2020 às 13:36
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A reação foi rápida e os resultados não se fizeram esperar. No início do confinamento, a Microsoft disponibilizou, de forma gratuita durante seis meses, a plataforma de videoconferências Teams. Com milhões de trabalhadores e estudantes fechados em casa, o impacto foi imediato: "houve um boom nas primeiras semanas", revela Paula Panarra, diretora-geral da Microsoft Portugal.


Nas empresas portuguesas, a plataforma registou "um aumento de centenas de milhares de utilizadores". Já nas escolas, o Teams ultrapassou a barreira dos 600 mil registos, adiantou esta segunda-feira a responsável pela gigante tecnológica em Portugal, durante um encontro virtual com jornalistas. Sem adiantar mais números, Paula Panarra revela apenas que o Teams é a plataforma líder de mercado, à frente de rivais como o Zoom.


Crente de que a pandemia veio mudar definitivamente a mentalidade das empresas portuguesas sobre o trabalho remoto, Paula Panarra confessa que "foi um momento em que foi muito bom estar nesta indústria, ao serviço dos outros".


Para a responsável da empresa que está a celebrar 30 anos em Portugal, "a transformação digital não é só sobre tecnologia, é sobre processos e pessoas, com tecnologia". Certa de que a adaptação ao teletrabalho foi uma realidade acelerada pela crise global, a diretora-geral da Microsoft defende que o trabalho remoto, pelas suas vantagens "tem de continuar a ser uma realidade para as empresas portuguesas".


"Além da adquirirem as tecnologias, as empresas têm de tirar partido delas. Foi o que assistimos com o Teams. Houve paradigmas que se quebraram sobre o trabalho remoto. Hoje há uma maior aceitação, mesmo em empresas mais conservadoras, de que não só é possível trabalhar remotamente, como pode ser mais produtivo e ter menos custos. Acredito que o modelo híbrido, que combina trabalho presencial e remoto, veio para ficar", remata a responsável.


No mesmo encontro, Paula Panarra revelou que, no ano que passou, a Microsoft Portugal atingiu a marca dos 1.100 trabalhadores no país, o dobro face aos funcionários que tinha há quatro anos. Neste conjunto, contam-se 700 engenheiros, 15 nacionalidades e 30% de mulheres.

A estratégia da empresa em Portugal passa por "continuar a investir" e a "capacitar o desenvolvimento económico do país através da tecnologia e de um sistema de parcerias alargado". O ano fiscal que arrancou em agosto ficará marcado pela aposta em três pilares. O primeiro passa por participar na recuperação económica das empresas clientes, através da disponibilização de "ferramentas, soluções e orientação para capacitar colaboradores, otimizar operações e, em alguns casos, mudar produtos e serviços".


O segundo pilar tem que ver com as competências dos recursos humanos e o aumento da digitalização. O último foco da estratégia passa pela aposta em práticas mais sustentáveis, tendo em vista o objetivo de chegar a 2030 com uma pegada de carbono negativa. Até 2050 a Microsoft pretende "retirar do ambiente todo o carbono que a empresa emitiu diretamente ou através do consumo elétrico, desde a sua fundação". Todos estes temas vão ser discutidos no evento Building the Future, que a gigante tecnológica vai organizar no final de janeiro.

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