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PME "sobrevivem 2 a 4 semanas" sem receita, mas apoios podem "mitigar este efeito"

A investigadora Ana Pinto Borges acredita que os apoios do Governo à tesouraria das empresas podem evitar encerramentos permanentes, mas alerta para a fragilidade das pequenas e médias empresas que fiquem algumas semanas sem receita.

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Com um tecido empresarial composto maioritariamente de pequenas e médias empresas (PME), o impacto das tempestades na região centro atingiu com violência reservas de tesouraria que eram já reduzidas.  e mais de .

A investigadora do ISAG Ana Pinto Borges lembra que quanto mais pequena a empresa, menos margem tem para acomodar perdas de produção, estando "em condições mais desfavoráveis em termos financeiros e o acesso a crédito tem mais barreiras". "As pequenas e médias empresas sobrevivem sem qualquer entrada de dinheiro à volta de duas a quatro semanas, estamos a falar de dias", alerta, em entrevista ao programa do Negócios no canal NOW.

No entanto, os apoios anunciados deverão reduzir esse impacto. "As medidas do Governo que já estão em curso para ajudar em injeção, também de liquidez à tesouraria, liquidez ao investimento e à recuperação e à reconstrução têm como objetivo mitigar este efeito", e espera-se que permitam que algumas empresas "recuperem a sua produção rapidamente".

As pequenas e médias empresas sobrevivem sem qualquer entrada de dinheiro à volta de duas a quatro semanas, estamos a falar de dias" Ana Pinto Borges, investigadora do ISAG

O Governo decidiu mas o reforçado "plafond" está em vias de se esgotar novamente - dados da Estrutura de Missão "Reconstruir o Centro do País", divulgados esta semana, .

Ana Pinto Borges alerta ainda para o efeito de contágio, o que significa que os impactos do mau tempo podem estender-se até a empresas que não sofreram danos diretos. "Estamos num circuito económico, há contágio económico e significa que uma pequena empresa interage com outra pequena empresa e, de facto, havendo aqui uma interrupção de pagamento entre elas e fornecedores, pode haver aqui algum risco de algumas empresas não continuarem a sua atividade. E este risco económico, este risco financeiro, passa também igualmente para um risco social", diz.

Com as , a investigadora do ISAG lembra que muito pode ficar de fora. "Nem sempre estão segurados para todas as calamidades (...) Também há a situação em que as empresas têm seguro mas o valor fica muito aquém do valor real, o que significa que têm que colocar montantes elevados da própria tesouraria, da própria empresa", comenta, chamando a atenção para o facto de muitas não estarem protegidas contra a paragem de atividade. "As empresas têm que, no futuro, refletir e renegociar com as seguradoras, de forma a que também esteja abrangida essa possibilidade de inatividade", apela.

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