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Montenegro anuncia "PTRR" para recuperação nacional. Crédito para tesouraria das empresas reforçado

O primeiro-ministro anunciou um Programa de Recuperação e Resiliência exclusivamente português para que o país possa recuperar economicamente e ao nível das infraestruturas. Conselho de Ministros aprovou também reforço da linha de crédito para apoiar a tesouraria das empresas para mil milhões de euros.

Montenegro anuncia 'PRTR' para recuperação económica e reforço da tesouraria das empresas
Montenegro anuncia "PRTR" para recuperação económica e reforço da tesouraria das empresas Rui Minderico Lusa_EPA
19:08

Numa visita a Alcácer do Sal, uma das zonas mais afetadas pelas cheias dos últimos dias, Luís Montenegro aproveitou para fazer vários anúncios. Para colmatar o impacto das intempéries sucessivas que assolaram o país, o primeiro-ministro prometeu uma “resposta nacional para um problema que afetou todo o território”: um programa de investimento semelhante ao da "bazuca" europeia, mas sem concretizar as fontes de financiamento.   

“Nós teremos um 'PTRR', um Programa de Recuperação e Resiliência Português, exclusivamente português, para podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes, mais resilientes, recuperados socialmente, recuperados do ponto de vista da dinâmica económica", disse aos jornalistas durante a visita, em que esteve acompanhado pela ministra do Ambiente.

O programa irá ter uma “atuação sobre as infraestruturas mais críticas e básicas”, anunciou Montenegro, como as rodovias, ferrovias, o abastecimento de energia elétrica e água, entre outros serviços públicos. Isto para que o país possa “recuperar” e tornar-se mais resistente “a uma eventual repetição deste ou de outros fenómenos com igual gravidade”, disse.

[Plano terá uma] atuação sobre as infraestruturas mais críticas e básicas. Luís Montenegro
Primeiro-ministro

O desenho da resposta nacional às sucessivas intempéries que assolaram o país ainda não está terminado, mas o Governo já sabe o que quer incluir no plano - e existem uma série de programas que têm de ser acelerados, acrescentou Montenegro. O futuro PTRR vai incluir as "perspetivas de investimento em curso e outras que se vêm agora juntar em termos de recuperação e ganhos de resiliência para o futuro". O Negócios questionou o Governo sobre detalhes deste programa, mas não obteve resposta até ao fecho deste artigo.

O primeiro-ministro referiu ainda que é necessário acelerar uma série de programas que já foram desenhados, como é o caso do "Água que Une" ou do "ProRios", e que vão fazer parte deste PTRR. "Há coisas que têm vindo a ser feitas e que têm agora de ser aceleradas", referiu em resposta às perguntas dos jornalistas.

Luís Montenegro aproveitou ainda para referir que esta é uma oportunidade para tornar o país mais resiliente. "Agora que vamos recuperar o país, temos de lhe dar mais resistência para enfrentar novas catástrofes", afirmou, interligando o programa anunciado com a necessidade de tornar Portugal mais competitivo: "Um país para poder sustentar todos estes projetos tem de criar riqueza".

Duplicar linha de tesouraria

Pouco antes do anúncio do "PTRR", Montenegro revelou que o Governo decidiu aumentar esta quinta-feira a linha de crédito à tesouraria para as empresas afetadas pelas sucessivas intempéries de 500 milhões para mil milhões de euros. A medida foi aprovada em Conselho de Ministros. Montenegro revelou ainda que já foram recebidas 3.500 candidaturas, que perfazem um total de 700 milhões de euros. 

Em respostas às perguntas de uma comerciante local, o primeiro-ministro afirmou que as seguradoras garantiram ao Governo que 80% das peritagens serão feitas nas próximas duas semanas e relembrou o papel dos seguros nestas calamidades. "O Estado não pode nem deve substituir-se aos seguros. Eles têm de assumir a sua responsabilidade e têm de ajudar o país ao serrem rápidos e consequentes", apelou, referindo ainda que as "pessoas precisam de ajuda agora". 

"Tudo isto está a ser feito com uma rapidez muito grande", disse, acrescentando que o Governo está a fazer um "esforço máximo" para com todos os atores para que os apoios cheguem o mais rápido possível às populações e às empresas. Neste sentido, Luís Montenegro apela à colaboração das autarquias e aos peritos das mesmas para "fazerem o acompanhamento das vistorias para podermos disponibilizar o dinheiro para a reconstrução das casas e comércios". 

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