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Porto tenta “meter rolha” nos ataques informáticos ao abastecimento de água

Alvo de um ataque informático, com impacto significativo, que chegou a comprometer o abastecimento de água em algumas zonas da cidade, a empresa Águas e Energias do Porto garante que tem estado “na linha da frente" da prevenção de ciberataques a infraestruturas críticas.

Cidade do Porto.
Cidade do Porto. DR
14:19

De acordo com a Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA), as ameaças contra a disponibilidade de bens e serviços representam atualmente cerca de 47% das ciberameaças na UE, sendo que quase 20% dos ciberataques têm como alvo organizações da administração pública.

Segundo estimativas internacionais, o custo global do cibercrime passou de 5,5 mil milhões de euros em 2020 – o dobro do registado em 2015 – para valores superiores a 25 mil milhões em 2025.

No caso da Águas e Energias do Porto (AEdP), a experiência de ter sido alvo, há cerca de dois anos, de “um ataque informático com impacto significativo, que chegou a comprometer o abastecimento de água em algumas zonas da cidade”, levou a empresa a reforçar “a necessidade de investimento contínuo em cibersegurança”, garantindo ter implementado “medidas robustas de prevenção, deteção e resposta a incidentes, com o objetivo de garantir a continuidade e a segurança de um serviço essencial à população”.

Afiançando que tem estado “na linha da frente da prevenção de ciberataques a infraestruturas críticas”, numa altura em que as ciberameaças se tornam cada vez mais frequentes e sofisticadas a nível europeu e global, a AEdP sublinha que, no caso específico dos sistemas de abastecimento de água, “os riscos são particularmente graves”.

“Um ciberataque pode originar crises de saúde pública, desabastecimento prolongado, impactos económicos significativos e até instabilidade social, sendo por isso considerado um risco sério para a segurança nacional”, nota, em comunicado.

Entre os principais impactos potenciais, destaca as “crises de saúde pública, resultantes da manipulação de dados ou falhas na deteção de contaminantes, podendo levar à distribuição de água imprópria para consumo; o desabastecimento, afetando o acesso à água para consumo humano, higiene e funcionamento de hospitais e outros serviços essenciais; e o pânico social e desordem, com medo generalizado, corridas a supermercados e perturbação do normal funcionamento da cidade”.

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