Portugal pede a Bruxelas reembolso por vacinas que vendeu a outros países
A operação em análise está estimada em 214,2 milhões de euros, segundo o Tribunal de Contas Europeu. Caso a Comissão Europeia concorde com as conclusões da auditoria, há possibilidade de a verba inelegível ser reutilizada ou, em caso de desacordo total, os fundos comunitários serem sujeitos a uma redução.
O Tribunal de Contas Europeu (TCE) detetou despesas inelegíveis feitas por Portugal sobre a aquisição de vacinas contra a covid-19, que foram financiadas a 100% por fundos comunitários, após terem sido revendidas a outros países dentro e fora da União Europeia. Ou seja, na prática, o país adquiriu as vacinas, mas revendeu parte delas e lucrou, escreve, esta terça-feira, o Jornal de Notícias (JN). Segundo o JN, a operação em análise está estimada em 214,2 milhões de euros, tendo Portugal recebido 39,7 milhões de euros, entre janeiro e dezembro de 2022, pela venda de vacinas da Covid-19 a outros países.
Caso a Comissão Europeia concorde com as conclusões da auditoria - explica - há a possibilidade de a verba inelegível ser reutilizada ou, em caso de desacordo total, os fundos comunitários serem sujeitos a uma redução.
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