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Preço do cabaz de bens essenciais estabiliza, mas desde a guerra aumentou 22 euros

Desde o início da guerra na Ucrânia, a pescada fresca encareceu 44%, o óleo alimentar 100% vegetal 37% e o frango inteiro 32%. Farinhas e bolachas também não escaparam a uma subida a dois dígitos.

Portugueses já dizem que inflação está a ter efeitos concretos na hora de escolher os produtos.
Vasco Neves
Diana do Mar dianamar@negocios.pt 22 de Julho de 2022 às 17:49
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O preço de um cabaz composto por 63 bens alimentares essenciais monitorizado pela Deco Proteste estabilizou durante o período de 13 e 20 de julho, custando hoje 205,54 euros, o quarto valor mais elevado desde que estalou a guerra na Ucrânia.

Face à semana anterior, o cabaz registou uma ligeira subida de 0,37% (+0,74 cêntimos), mas, contas feitas desde o início da análise, a 23 de fevereiro, ou seja, um dia antes de o conflito ter começado, encareceu 21,91 euros, ou 11,94%, segundo os dados compilados pela organização de defesa do consumidor.

O valor mais alto foi atingido na segunda semana de maio, com o cabaz a ascender aos 207,21 euros.

Esta análise levado a cabo pela Deco Proteste tem vindo a revelar incrementos praticamente todas as semanas, sendo que em alguns bens ou categorias verificam-se mesmo subidas de dois dígitos. 

Na última semana, entre 13 e 20 de julho, os dez produtos com maiores subidas de preço foram os cereais integrais (+26%), o arroz agulha (+11%), o atum posta em azeite (+9%), o tomate (+9%), a massa espirais (+9%), a perna de peru (+8%), os medalhões de pescada (+6%), as ervilhas ultracongeladas (+6%), os douradinhos de peixe (+6%) e a maçã Gala (+6%).

De uma forma mais panorâmica, por categorias de produtos, as maiores subidas foram registadas no peixe (15,80%) e na carne (14,87%).

Os dez produtos que mais encareceram nos últimos cinco meses (entre 23 de fevereiro e 20 de julho) foram a pescada fresca (+44%), o salmão (+38%), o óleo alimentar 100% vegetal (+37%), o frango inteiro (+32%), a farinha para bolos (+27%), a bolacha Maria (+27%), o bife de peru (+22%), a costeleta de porco (+18%), a febra de porco (+ 17%) e o grão cozido (+17%). 

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