Recauchutagem Nortenha investe 1,8 milhões de euros em fábrica em Angola
A Recauchutagem Nortenha vai iniciar o seu primeiro processo de internacionalização com a abertura, em 2013, de uma fábrica em Angola. O investimento na unidade industrial será de 1,8 milhões de euros, e vai criar 35 postos de trabalho. A empresa de Penafiel factura actualmente 21,5 milhões de euros, dos quais 30% resultam de exportações.
O investimento da empresa de recauchutagem de pneus é feita no âmbito do programa “Internacionalizar em Parceria”, que resulta da junção de esforços entre a Mota Engil, a Caixa Capital e a Portugal Ventures. Em Angola, a empresa actuará com o nome de Recnor SGPS, sociedade que será detida em 49% pelos parceiros da empresa de recauchutagem.A fábrica será sedeada em Luanda, e a empresa espera ainda criar uma rede de retalho. Não está ainda definido se o modelo será de franchising com um parceiro local, ou se será concretizado em nome próprio. A ideia de internacionalização da empresa de Penafiel nasceu da identificação de uma falha de mercado em Angola, país em que a reutilização de pneus é muito baixa. A empresa do Norte do país vai actuar em todos os segmentos de mercado (industrial, transporte e particulares), mas terá na actividade mineira do país um foco especial do negócio.“Nós vamos atrás dos nossos clientes. Já conhecíamos o mercado angolano, e esta foi uma boa oportunidade para avançar”, disse o administrador da Recauchutagem Nortenha, José Gomes. Para o empresário com a introdução do negócio naquele mercado, os clientes poderão a diminuição de custos com pneus andará na ordem dos 40%.Também o administrador da Mota Engil, Arnaldo Figueiredo, frisou que esta é uma grande oportunidade para a empresa de recauchutagem, e que a próprio grupo liderado por António Mota vai beneficiar com este processo, através da redução de custos. “Os pneus eram desperdiçados tendo condições para andarem na estrada mais dois ou três anos. Desperdiçava-se imenso dinheiro por não haver quem fizesse este trabalho”, explicou Figueiredo.Após a assinatura do acordo hoje na sede da Mota Engil, em Linda-a-Velha, seguir-se-á todo o processo de licenciamento do projecto em Angola, que pode ser mais burocrático do que o previsto devido à entrada num período de eleições no país. No entanto, a Recauchutagem Nortenha acredita que poderá estar no terreno já no próximo ano.Este é o segundo projecto patrocinado pelo “Internacionalizar em Parceria”. O primeiro foi o da metalomecânica de Arganil, Solaris, que avançou para a construção de uma unidade no Perú. “O projecto está a correr bem, estamos na fase de conclusão da construção da fábrica. Esperamos que esteja pronta até ao final do ano. Há que acelerar porque contactos de clientes não faltam”, rematou.