Rede de lojas da Jerónimo Martins na Colômbia vende 6 milhões desde Março
A rede Ara, que arrancou a 13 de Março, registou proveitos de quase seis milhões de euros até final de Junho.
O terceiro mercado de expansão escolhido pela administração da Jerónimo Martins, a Colômbia, representou no primeiro semestre do ano vendas e prestações de serviços no valor de 5,97 milhões de euros para a SGPS, de acordo com as contas publicadas.
Um desempenho a léguas de distância dos 3,7 mil milhões de euros obtidos na Polónia, onde o grupo detém de uma forma constante uma operação de retalho (Biedronka) desde 1995, e muito longe ainda da operação portuguesa (retalhista com o Pingo Doce e no comércio grossista com a Recheio), com 1,91 milhões de euros.
As primeiras lojas Ara da Jerónimo Martins na Colômbia foram inauguradas a 13 de Março, já quase no segundo trimestre do ano. A rede colombiana de pequenas lojas de proximidade contava, no final de Junho, com 14 unidades. A administração estima que o ano de 2013 feche "com 30 a 40 lojas no mercado".
Ainda em Maio último, Pedro Soares dos Santos manifestou-se optimista quanto à Colômbia: "as vendas são superiores às estimativas que tínhamos no momento da abertura. A despesa média por cliente também é maior do que esperávamos e, até agora, são tudo boas notícias". Mostrou-se contudo cauteloso: "Só daqui a um ou dois anos é possível dizer que [a operação na Colômbia] é um sucesso", disse então.
O relatório e contas publicado esta segunda-feira dá conta também do custo das novas operações. A Ara (rede colombiana) e a Hebe (rede polaca de drogarias) representaram um encargo de 21 milhões no primeiro semestre do ano. Custos que penalizaram a margem de EBITDA, em dez pontos base, para 6,2%, assumiu o grupo nas contas semestrais. Segmentado, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) dividido pelo volume de negócios resultou numa margem de 7,8% para a operação da Biedronka, de 4,9% para o Pingo Doce (vendas das lojas) e de 5,4% para o Recheio.
A expansão na Colômbia tem um investimento previsto de 100 milhões de euros, dos "600 a 700 milhões de euros" programados pelo grupo para 2013. Destes, "70%" vão para a Biedronka, rede na qual o grupo já aplicou 176 milhões de euros no primeiro semestre. A distribuição em Portugal captou 22 milhões de euros entre Janeiro e Junho passados.