RTP Informação quer vencer "batalha da influência" e ser primeira escolha dos portugueses
A RTP Informação, que a partir de segunda-feira substitui a RTPN, quer vencer a "batalha de influência" na sociedade portuguesa e ser a primeira escolha dos portugueses nos canais noticiosos do cabo, disse o director Nuno Santos.
"Nós seremos tanto mais importantes se formos efectivamente um canal por onde passam os protagonistas", defendeu o director de informação da RTP, em entrevista à Agência Lusa.
A RTP Informação, que arranca na segunda-feira, quer ser o canal de notícias por cabo "mais rápido em momentos de actualidade" e que as pessoas "procuram em primeiro lugar para seguir um acontecimento", o que sucede nos generalistas com a RTP, mas que não ocorre no cabo, onde a SIC Notícias é líder.
Na apresentação do novo canal, o responsável apontou um prazo de 15 meses para liderar o mercado, número que "não é essencial" e surgiu sobretudo como "elemento de motivação" para dentro da RTP.
"Nós temos essa meta e esse objectivo mas essa não é a questão essencial. O essencial é fazer um canal melhor, mais influente, que potencie melhor a rede que a RTP tem", declarou Nuno Santos.
A mudança de nome, defende, "ajudava à percepção de mudança" junto dos telespectadores: "Não é apenas isso que faz um espectador mudar de canal. Isto é uma soma de pequenos factores, e este é um deles", reforçou.
"Moeda de Troika", com Herman José, "Grande Área", com Carlos Daniel, Paulo Paraty e Álvaro Costa, "4.º Poder", com Emídio Rangel e "Mais Valias" com a presença de Carvalho da Silva, são alguns dos novos destaques que integram a grelha de programação da RTP Informação.