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«Small caps» passam a «blue chips»

Com as valorizações exponenciais que as empresas de novas tecnologias têm vindo a verificar nas últimas sessões, as suas capitalizações bolsistas têm disparado e superam já a de muitas empresas que...

11 de Fevereiro de 2000 às 18:17

Com as valorizações exponenciais que as empresas de novas tecnologias têm vindo a verificar nas últimas sessões, as suas capitalizações bolsistas têm disparado e superam já a de muitas empresas que integram o BVL30. Assim estas empresas habitualmente denominadas de «small caps», podem passar agora para lista das «blue chips» portuguesas.

Esta constatação é mais evidente no caso da ParaRede, que já acumula um ganho de 389% desde o início do ano, elevando a sua capitalização bolsista para 431,35 milhões de euros (86,47 milhões de contos). Este valor já supera a capitalização bolsista de sete empresas que integram o BVL30 e aproxima-se a passos largos da próxima, que é a Siva, uma potencial candidata a ser incluída no PSI20 que terminou a sessão de hoje com uma capitalização bolsista de 439 milhões de euros (88 milhões de contos).

As acções da ParaRede tem prosseguido uma trajectória ascendente desde o início deste ano, altura em que cotava na casa dos 10 euros (2.004 escudos). Depois de ter iniciado esta escalada com rumores de que seria alvo de um oferta pública de aquisição (OPA) por parte da Sonae, agora «é o interesse por parte de investidores estrangeiros, que acreditam no projecto da ParaRede que está a suportar a forte valorização destes títulos», adiantou, ao Canal de Negócios, Carlos Coelho de Campos, presidente da ParaRede.

A ParaRede tem apresentado diversos projectos na área da Internet, sendo o último deles o lançamento do terraportugal.com, um portal destinado às comunidades portuguesas espalhadas por todo o mundo. Outro facto relevante, que Carlos Coelho de Campos também salienta como potenciador da subida das acções das empresa por ele liderada é o desenvolvimento em conjunto com a Sterling Commerce e com a Satyam de um centro de comércio electrónico Network Aplication Service Provider (NASP), que é a nova geração de portais. Foi aliás este acordo que despertou o interesse por parte de um fundo de investimento internacional da área das novas tecnologias em entrar no capital da ParaRede.

No início deste ano e também na área das novas tecnologias, a ParaRede adquiriu a totalidade do capital da BJS, uma empresa espanhola que fornece tecnologia «e-business», sobretudo aos principais bancos do país vizinho. Do mesmo modo a ParaRede procedeu à aquisição da Rumos, a maior empresa de formação na área das tecnologias de informação.

Cofina assume-se como uma «Internet stock»

A Cofina, no final do ano passado, diversificou a sua actividade através de aquisições de empresas media e que actuam na Internet, de modo a assumir-se como uma «Internet stock». A Cofina já revelou pretender que dois terços da sua actividade passe a estar relacionada com negócios na área das novas tecnologias e de media, enquanto que um terço estará relacionado com a sua anterior actividade. Para isso a Cofina já constituiu uma «holding» que agrega as empresas que actuam nesta área, a Cofina.com.

O primeiro passo, em conjunto com o Banco Português de Investimento (BPI), foi dado com o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o capital da Investec, empresa que detém uma posição de cerca de 26% na SIC e edita o desportivo «Record», a revista «Máxima» e a «City». Esta operação, apesar de estar ainda a decorrer o período da oferta, tem já o sucesso garantido depois de esta dupla ter firmado um acordo com a Impala, que lhe quase garantiu o controle da maioria do capital da Investec. Recorde-se que a Cofina/BPI detinham já cerca de 40% do capital social da Investec.

Posteriormente a Cofina iniciou uma série de aquisições de empresas de media e que actuam na área da Internet, entre as quais figuram a Tinta Invisível, Cusco, a MediaFin, - que edita o Jornal de Negócios, o Canal de Negócios e a Capital Digital – a Sector Zero, a WhatEverNet e lançou ainda um site de «e-commerce», o Superoferta.

Os investidores não ficaram alheios a estes investimentos e revelaram um forte interesse nas acções da Cofina, que desde há 52 semanas já acumulam um ganho superior a 210%. Deste modo a «holding» de Paulo Fernandes viu a sua capitalização bolsista disparar para 198 milhões de euros (39,69 milhões de contos), valor que já supera o registado por três títulos que integram o BVL30.

Lusomundo perde Investec mas encaixa 1,68 milhões de euros

A Lusomundo perdeu a corrida pela Investec, mas como vai vender a sua posição de 19,8% no capital desta empresa na OPA da Cofina/BPI, vai realizar um encaixe financeiro na ordem dos 1,68 milhões de euros (337 mil contos). Recorde-se que a OPA sobre a Investec é a 44,52 euros (8.925 escudos) e fonte oficial da Lusomundo confirmou hoje ao Canal de Negócios que «a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aceitou o pedido para retirar a oferta sobre a Investec e a posição da Lusomundo é de vender a sua participação à dupla Cofina/BPI».

O mesmo responsável da Lusomundo, que conta como principais activos a rádio TSF e os jornais Diário de Noticias e Jornal de Notícias, adiantou ainda, como justificação para a forte subida das suas acções o facto de «a Lusomundo ir lançar, em Março deste ano um portal, denominado Lusomundo.net», que vai permitir o acesso a produtos e serviços financeiros do Grupo Lusomundo.

A Lusomundo terminou a sessão de hoje com uma capitalização bolsista de 292 milhões de euros (58,54 milhões de contos) e acumula um ganho de 200% nas últimas 52 semanas. Hoje as acções da empresa liderada por Luís Silva terminaram a sessão em forte alta, registando uma valorização de 52,1% para encerrarem nos 33 euros (6.615 escudos).

Por fim, influenciada pelas valorizações das empresas que actuam no mesmo sector, a Compta esteve também em destaque na sessão de hoje. A Compta subiu 35% e cota agora nos 24 euros (4.811 escudos), verificando uma valorização desde o início do ano de 104%.

Capitalização bolsista Valor. desde o início do ano Valorização de hoje
Siva 439 0,56% 0,83%
ParaRede 431 390,11% 40,8%
Teixeira Duarte 413 - 0,4% -
Semapa 405 0,29% - 0,17%
Império 375 21,47% 0,12%
Lusomundo 292 135,7% 52,1%
Inapa 232 - 4,8% - 0,77%
Cofina 198 131,49% 37,4%
Engil 156 3,29% - 0,1%
Corticeira Amorim 133 - 4,2% 0,82%
Somague 71 19,35% 9,09%
Compta 36 104,7% 35%

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