Texanos investem 7,1 milhões para primeiro centro de dados em Portugal
A empresa sediada em Austin e cotada na Bolsa de Nova Iorque faz a primeira investida no mercado português. O novo “data center” deverá estar operacional em 2027 e situa-se em Carnaxide, no concelho de Oeiras. Capacidade será de até 2,4 megawatts.
Portugal ganhou um novo “player” no mercado dos “data centers” com a entrada da norte-americana Digital Realty. A empresa com sede em Austin, no Texas, e cotada na Bolsa de Nova Iorque anunciou em comunicado que irá instalar o “data center” mais próximo dos pontos de amarração de cabos submarinos em Carcavelos.
A empresa adquiriu a 30 de dezembro do ano passado um edifício e terreno em Carnaxide, no município de Oeiras, por um valor de 7,1 milhões de euros, de acordo com o comunicado pela Digital Realty na apresentação de contas referentes ao último trimestre de 2025.
O investimento no seu primeiro centro de dados em Portugal será superior, uma vez que além da aquisição a Digital Realty terá de realizar obras de adaptação.
O “data center” em causa tem uma capacidade de computação de 2,4 megawatts – uma capacidade reduzida face à dimensão dos centros de dados que têm sido anunciados no país, mas que cuja importância está sobretudo ligada à posição estratégica de Portugal na distribuição de dados.
A Digital Realty adianta ainda que o “data center” que comprou já tem vários “fornecedores de serviços de rede” associados.
“Ao estabelecer uma ligação a Lisboa, a Digital Realty vai reduzir a latência e aproximar os seus clientes dos cabos submarinos. A cidade [Lisboa] está numa posição única por ser o único local na Europa com ligação submarina direta à América do Sul”, lê-se na informação divulgada. Atualmente, a região de Lisboa e arredores têm ligações a 16 cabos submarinos.
“Juntar Portugal ao nosso portefólio representa uma peça importante na nossa estratégia ibérica”, destaca a diretora para a região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA) da Digital Realty, Paula Cogan.
O centro de dados em Lisboa vai funcionar como complemento aos quatro já existentes que a empresa norte-americana tem em Madrid e Barcelona, onde espera abrir o seu primeiro centro de dados ainda em meados de 2026. Já o centro português deverá arrancar as operações no início do próximo ano.
A Digital Realty referiu ainda que está a “construir as fundações para ganhar escala no longo prazo”, com expansões futuras e desenvolvimento de campus, embora não tenha detalhado estes projetos.
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