Trabalhadores dos CTT em greve geral no dia 27 contra privatização total da empresa
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) convocou esta terça-feira uma greve geral para o dia 27 de Dezembro, em luta contra a privatização total dos CTT, anunciou o sindicato.
Em comunicado, o SNTCT explica que em causa estão reivindicações sobre medidas remuneratórias, subsídios de férias e de Natal, progressão na carreira e o pagamento de diuturnidades, do trabalho suplementar, das ajudas de custo e de transporte.
A maior parte do capital dos CTT - Correios de Portugal, 70%, foi privatizada este ano, com dispersão em bolsa.
As acções dos CTT estrearam-se na bolsa de Lisboa no dia 5 de Dezembro, a valer a 5,91 euros, uma subida superior a 7% face aos 5,52 euros a que foram vendidas na Oferta Pública de Venda (OPV).
Numa primeira fase, o Estado, através da Parpública, deverá ficar com 30% dos CTT após a oferta pública inicial. A médio prazo, o Estado deverá sair da empresa.
O presidente executivo da empresa, Francisco Lacerda, disse que a venda das acções dos CTT permitiu um encaixe de 579 milhões de euros.
Só a OPV permitiu um encaixe de 115,3 milhões de euros (10,8 milhões das acções reservadas aos trabalhadores dos CTT e 104,5 milhões de euros das acções adquiridas pelo público em geral), sendo o remanescente dos investidores institucionais, especificou o director de Mercados da Euronext Lisbon, Miguel Geraldes, no dia do lançamento das acções em bolsa.