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Tráfego de encomendas em Portugal aumenta 26% em 2020 para 75 milhões de unidades

Segundo a Anacom, o volume de negócios das empresas associado ao processamento de encomendas aumentou 25,6%, para 385,8 milhões de euros.

Bloomberg
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 19 de Julho de 2021 às 19:15
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Em 2020, foram processadas 74,7 milhões de encomendas em Portugal, uma subida de 25,8% face ao ano anterior. Segundo o relatório de Serviços Transfronteiriços de Entrega de Encomendas de 2020, publicado esta segunda-feira pela Anacom, a subida mais significativa teve lugar nas encomendas internacionais de entrada, cujo tráfego disparou 38,8%. As encomendas nacionais cresceram 23,7%) e as encomendas internacionais de saída deram um salto de 14,7%). O volume de negócios das empresas associado ao processamento de encomendas aumentou 25,6%.

Segundo o regulador, a subida "está associada aos efeitos da pandemia de Covid-19", uma vez que neste contexto, "o comércio eletrónico sofreu o maior aumento dos últimos anos, reflexo do confinamento da população e do encerramento de estabelecimentos comerciais".

Em 2020, ressalva a Anacom, "cerca de 45% dos indivíduos referiu ter utilizado o comércio eletrónico nos últimos 12 meses, mais 5,8 pontos percentuais que em 2019". 

Os dados revelam que do total de encomendas processadas, 66,8%, ou o equivalente a quase 50 milhões, foram nacionais, enquanto 22,9% tiveram origem noutros países. Já 10,3% foram originadas em Portugal e enviadas para o exterior. No total, as encomendas internacionais representaram 33,2% do tráfego.

No que toca às receitas, 50,5% foram geradas pelas encomendas nacionais, 17,6% pelas encomendas internacionais recebidas e 31,9% pelas encomendas internacionais de saída. As encomendas internacionais representaram perto de metade do volume de negócios dos serviços de encomendas.

Os serviços de encomendas geraram receitas totais de 385,8 milhões de euros para as empresas que prestam o serviço, mais 25,6% face a 2019. 

Cada encomenda gerou uma receita média de 5,17 euros, o que significa uma quebra de 0,2% face ao ano anterior. As encomendas nacionais geraram uma receita média unitária de 3,91 euros, enquanto as internacionais recebidas renderam 3,98 euros. As encomendas internacionais de saída geraram 15,96 euros, em média.

Já no que diz respeito à força de trabalho, contabilizaram-se 14 810 trabalhadores associados  à prestação de serviços de entregas de encomendas, mais 3% do que em 2019. Destes, 78,5% são empregados do Grupo CTT.

O número de trabalhadores a tempo inteiro representava 84,5%, enquanto os trabalhadores a tempo parcial e temporários representavam 2,7% e 12,8% do total, respetivamente, revela o regulador. O número de trabalhadores temporários aumentou
34,3%, enquanto o número de trabalhadores a tempo parcial cresceu 6,2%, e o número de trabalhadores a tempo inteiro diminuiu 0,6%.

O relatório abrangeu 10 empresas que prestaram serviços em Portugal, com pelo menos 50 pessoas ao serviço.

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