Vasco de Mello diz que o “que se está a passar no BCP é inaceitável”
“O que se passa no BCP não é aceitável”. É assim, seco, que Vasco de Mello responde à pergunta sobre as razões que levaram o Grupo José de Mello a vender a posição de 3,05% que tinha desde 2000 no BCP.
"O que se passa no BCP não é aceitável". É assim, seco, que Vasco de Mello responde à pergunta sobre as razões que levaram o Grupo José de Mello a vender a posição de 3,05% que tinha desde 2000 no BCP.
Em entrevista ao "Diário Económico", Vasco de Mello diz mais: "O conselho geral de supervisão e o conselho de administração executivo tinham a obrigação de ter conseguido encontrar uma solução para os problemas do BCP no interior do próprio banco".
Estas declarações, numa longa entrevista que o "Diário Económico" fez ao fim da tarde de ontem, ilustram bem o clima de tensão que se vive no maior banco privado português. E sublinham aquilo que o mercado já percebeu há muito: no BCP, o problema não é o modelo de governação.
Explica Vasco de Mello: "Os modelos de governação são aqueles que melhor se adequam aos diferentes momentos. O que importa é que os assuntos internos do banco sejam resolvidos e discutidos internamente".
Vasco de Mello não hesita: "O banco está partido e o projecto que o grupo José de Mello abraçou com grande entusiasmo no início de 2000 terminou. Era um projecto de crescimento com uma grande componente internacional. Mas com esta guerra a acontecer no BCP a nossa perspectiva é que o projecto terminou".
O líder da Brisa, José de Mello Saúde, Efacec e CUF, sentado numa comprida mesa que preenche toda a sala de reuniões com vista para o Rio Tejo, tem esperanças que Jardim Gonçalves e Teixeira Pinto ainda se entendam.