BEI financia novos parques eólicos da Iberdrola no Tâmega com 175 milhões

Empréstimo verde, garantido pela Cesce, apoia projeto de 274 MW no norte do país e será o primeiro sistema híbrido eólico-hídrico com bombagem em Portugal.
Parque eólico do Tâmega
D.R.
Patrícia Vicente Rua 10:57

O Banco Europeu de Investimento (BEI) assinou um empréstimo verde de 175 milhões de euros com a Iberdrola para financiar a construção e exploração de dois novos parques eólicos na região do Tâmega, no norte de Portugal. O financiamento é garantido pela Cesce, a agência espanhola de crédito à exportação, no âmbito do apoio a projetos ecológicos desenvolvidos por empresas espanholas fora de Espanha.

O projeto prevê uma capacidade instalada combinada de 274 megawatts (MW) e será integrado no complexo hidroelétrico de armazenamento por bombagem do Tâmega, da Iberdrola, tornando-se o primeiro projeto em Portugal a ligar, de forma híbrida, produção eólica e armazenamento hidroelétrico. Após a entrada em funcionamento, os novos parques deverão fornecer energia limpa a mais de 400 mil pessoas.

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A iniciativa, denominada Hibridização Eólica do Tâmega, inclui a ligação dos novos parques eólicos às centrais hidroelétricas de Gouvães, Daivões e Alto Tâmega, já em operação no rio Tâmega. O complexo é um dos maiores projetos energéticos do país e foi igualmente financiado pelo BEI. A primeira turbina eólica do novo projeto já foi instalada.

Jean-Christophe Laloux, diretor-geral das operações de financiamento e aconselhamento do BEI na União Europeia, afirmou que o financiamento “contribui para a segurança energética de Portugal, potenciando sinergias entre tecnologias limpas” e permitindo “aumentar a produção de energia limpa e otimizar a utilização das infraestruturas existentes”.

Segundo as entidades envolvidas, a hibridização das duas tecnologias permitirá partilhar infraestruturas de ligação à rede elétrica, otimizar a integração das energias renováveis, reduzir a necessidade de novas infraestruturas e minimizar o impacto ambiental. O projeto reforça ainda a resiliência do sistema elétrico nacional e o papel do complexo do Tâmega na eletrificação da economia portuguesa.

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O investimento contribui para os objetivos de ação climática e coesão do Grupo BEI e enquadra-se no plano REPowerEU, que visa reduzir a dependência da União Europeia das importações de combustíveis fósseis. 


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