Bruxelas sugere teletrabalho e menos viagens para enfrentar crise energética
A Comissão Europeia sugere que os cidadãos europeus utilizem mais o teletrabalho e utilizem menos o carro numa tentativa de poupar combustíveis face aos constrangimentos causados pela guerra no Médio Oriente.
O comissário europeu responsável pela Energia, Dan Jorgensen, admitiu que a Europa está a enfrentar “uma situação muito grave” não havendo para já um horizonte para que termine. “Ninguém sabe quanto tempo vai durar a crise, mas não será curta”, referiu Jorgensen. “Mesmo que conseguíssemos a paz amanhã, as infraestruturas foram destruídas”, acrescentou, sublinhando que o regresso aos níveis de preços e fornecimentos pré-guerra não serão imediatos.
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Questionado após a videoconferência que se seguiu à reunião dos ministros europeus da Energia esta terça-feira, Dan Jorgensen lembrou que a Agência Internacional de Energia (AIE) formulou um conjunto de recomendações para promover a poupança de combustíveis, em concreto o gasóleo e o jet fuel.
“A AIE recomendou trabalhar a partir de casa sempre que possível, reduzir os limites de velocidade nas autoestradas em dez quilómetros [por hora], incentivar a utilização dos transportes públicos, alternar o acesso de veículos particulares (...) aumentar a partilha de veículos e adotar práticas de condução eficientes”, indicou.
Para o comissário, “esta crise mostra-nos que a União Europeia enfrenta uma vulnerabilidade” no fornecimento de combustíveis fosseis de terceiros, reforçando que “é tempo de aprendermos a lição e sermos independentes em termos energéticos.” O responsável prometeu para breve um pacote comum de resposta à crise energética com o propósito de "proteger as famílias e empresas"
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“A UE não pode estar exposta à volatilidade dos mercados dos combustíveis fosseis. É um imperativo estratégico. Não apenas pelo clima”, sublinhou, defendendo o reforço da aposta nas energias renováveis.
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