Greenvolt com financiamento de 58,9 milhões para maior projeto de baterias na Hungria
O Grupo Greenvolt garantiu um financiamento de 58,9 milhões de euros junto do UniCredit Bank Hungary para o desenvolvimento do Projeto Buj, que será o maior sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) da Hungria. O financiamento, estruturado em regime de project finance e com maturidade superior a dez anos, destina-se a apoiar a construção, exploração e manutenção do ativo.
O projeto, localizado em Buj, no condado de Szabolcs-Szatmár-Bereg, no nordeste do país, encontra-se em fase de construção e deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2026. Terá uma capacidade instalada de 99 megawatts (MW) e uma capacidade de armazenamento de 288 megawatt-hora (MWh), desempenhando um papel central no reforço da flexibilidade da rede elétrica húngara e na integração de energias renováveis no sistema.
PUB
Segundo o grupo, o Projeto Buj beneficiou de um contrato por diferença (CfD) com a duração de dez anos, atribuído através de leilão público. Findo esse período, o sistema passará a operar em regime de mercado.
O CEO do Grupo Greenvolt, João Manso Neto, sublinhou que o armazenamento em baterias é hoje “um pilar essencial dos sistemas energéticos modernos”, acrescentando que este financiamento reforça a estratégia da empresa de acelerar o desenvolvimento de ativos de armazenamento nos principais mercados europeus.
A operação consolida igualmente a parceria entre a Greenvolt Power – plataforma utility-scale do grupo – e o UniCredit, num contexto em que o grupo português dispõe de um pipeline total de 14,1 GW em projetos de energia solar, eólica e armazenamento na Europa, Estados Unidos e Ásia, dos quais cerca de 1,7 GW estão atualmente em construção. No segmento específico de baterias, a empresa soma um pipeline de 4,7 GW, posicionando-se entre os principais promotores europeus.
PUB
Saber mais sobre...
Saber mais Milhões Energia solar Energia eólica Energias renováveis Hungria UniCredit Bank UniCreditO silêncio na era do ruído
Inadmissível demagogia
Mais lidas
O Negócios recomenda