Mau tempo: Reposição em média tensão a 100% até segunda-feira

A média tensão destina-se a empresas que têm necessidades energéticas superiores a 200 kVA, como a indústria automóvel ou metalúrgica.
Paulo Cunha/Lusa
Diana do Mar 18 de Fevereiro de 2026 às 13:50

Três semanas depois da passagem da tempestade Kristin, que fustigou sobretudo o centro do país, levando ao declarar do estado de calamidade, que esteve em vigor até domingo, ainda há 7.600 clientes sem energia (1%), esperando-se a reposição a 100% da energia em média tensão, que alimenta indústrias, grandes edifícios e infraestruturas, até à próxima segunda-feira, dia 23.

A promessa foi feita pelo coordenador da Estrutura de Missão "Reconstruir o Centro do País", que fez, esta quarta-feira, em Leiria, o primeiro "briefing" alargado com um ponto de situação consolidado sobre o levantamento de prejuízos registados e os apoios atribuídos até ao momento.

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Aos jornalistas, em Leiria, Paulo Fernandes  detalhou que "das 140 empresas que não estavam ligadas em média tensão, 77 estavam em zonas industriais".

"O problema de estar nas zonas industriais sem média tensão em si explicita a dificuldade enorme que foi trazer a média tensão, através também da alta tensão, para as próprias zonas industriais, mas também significa outra coisa neste território que nos deve pôr a refletir: temos uma percentagem muito grande de grandes empresas que estão fora das zonas industriais", afirmou, citado pela Lusa.

Para se ter uma ideia, , segundo dados facultados anteriormente por Paulo Fernandes.

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A média tensão destina-se mais a empresas com necessidades de energia superiores a 200 kVA (quilovoltampere), como a indústria automóvel ou a metalúrgica, de acordo com a definição da E-Redes.

No campo da energia, a Estrutura de Missão dá nota de que está a ser feito um "acompanhamento permanente e apoio na distribuição de geradores"

Sem eletricidade ou com eletricidade intermitente muitas empresas têm recorrido ao uso de geradores, para assegurar pelo menos parte da atividade, mas não só há relatos de dificuldades em arranjá-los como crescem os apelos para que haja uma intervenção por parte do Governo, designadamente a nível fiscal, face aos .

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