Negócio da Galp e Moeve "não põe em causa interesses estratégicos" de Portugal

O presidente da APQuímica, Luís Gomes, diz que acordo em discussão no downstream não ameaça refinação nem emprego e deve ser avaliado apenas quando os termos finais forem conhecidos.
Negócio da Galp e Moeve "não põe em causa interesses estratégicos" de Portugal
Patrícia Vicente Rua e Rosário Lira 31 de Janeiro de 2026 às 21:00

A eventual parceria entre a Galp e a espanhola Moeve, para os negócios de retalho e indústria, não coloca em causa os interesses estratégicos de Portugal, afirmou Luís Gomes, presidente da AP Química, sublinhando que, "com base na informação pública disponível, não antecipa impactos negativos para o setor."   

Para o presidente da Associação Portuguesa da Química, Petroquímica e Refinação, não faz sentido especular sobre efeitos económicos ou industriais enquanto as negociações decorrem. “Estar a falar sobre um negócio que não está concretizado não me parece correto”, frisou.

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No que toca à refinação, o presidente da APQuímica afasta cenários de desindustrialização, apontando que nada do que foi tornado público indica o encerramento da refinaria de Sines. Pelo contrário, a manutenção desse ativo é vista como compatível com a operação em análise, não estando em causa, nesta fase, nem o emprego nem a capacidade industrial instalada.

Luís Gomes recorda ainda que qualquer operação desta dimensão será necessariamente escrutinada por reguladores nacionais e europeus e que o próprio Estado português, enquanto acionista da Galp, com uma participação de 8,2%, terá uma palavra a dizer. Ainda assim, sublinha que, com a informação atualmente disponível, o processo não colide com os interesses estratégicos do país, devendo o debate público aguardar pelos contornos finais de um eventual acordo.

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