REN admite "protestos autárquicos" a atrasar projetos energéticos
Em entrevista ao Expresso, publicada nesta sexta-feira, 2 de janeiro, o presidente executivo (CEO) da REN, Rodrigo Costa, admite estar preocupado com a demora nos licenciamentos dos projetos energéticos previstos para este ano, frisando que a oposição das autarquias também tem dificultado.
O CEO anuncia que a REN prevê construir 430 quilómetros de ligações energéticas este ano, quase dobrando os 250 quilómetros feitos em 2025. O aumento é substancial, admite, mas a maior parte está prevista em duas linhas: o eixo de Sines e o do Fundão. "Não temos neste momento qualquer dificuldade financeira, nem em termos de recursos humanos. Estamos bem preparados. A grande preocupação é o licenciamento, é ter a certeza de que todos os projetos avançam", afirmou Rodrigo Costa.
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"Além da demora no licenciamento, há também o tema da oposição das autarquias. Às vezes temos os terrenos, as licenças ambientais estão concedidas, mas temos atrasos que provêm do protesto autárquico", comentou.
"Ninguém gosta de ver linhas de alta tensão, ninguém gosta que seja construída uma torre na sua propriedade ou na sua linha de vista", admitiu Rodrigo Costa, frisando que "as pessoas e as autarquias também têm de aceitar que a energia é necessária".
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