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Associações defendem renováveis para reforçar rede elétrica para evitar novos apagões

A Associação Portuguesa de Energias Renováveis é uma das subscritoras desta tomada de posição.

Apagão deveu-se a uma 'cascata' de eventos
Apagão deveu-se a uma "cascata" de eventos Paulo Cunha / Lusa - EPA
14:25

Um conjunto de associações europeias de renováveis, incluindo a APREN, defendeu esta sexta-feira que as renováveis e os sistemas de armazenamento de energia em baterias podem reforçar a estabilidade da rede e apelou para uma aceleração do investimento.

A APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis, a SolarPower Europe, a associação espanhola de energia fotovoltaica (UNEF) e a Global Renewables Alliance divulgaram um comunicado conjunto em reação ao , que dizem trazer "maior clareza após meses de especulação e rumores pouco úteis".

"Enquanto setor, tomamos nota da avaliação da ENTSO-E sobre o papel da energia solar no apagão ibérico de abril de 2025" e "alertamos para a necessidade de evitar a atribuição de culpas na sequência de futuros eventos de apagão", lê-se, na declaração.

Estas associações apontam que o incidente deve ser enquadrado no contexto correto, tendo em conta que em 12 de junho de 2025, Espanha atualizou o Procedimento Operacional 7.4 para permitir que as energias renováveis contribuam para o controlo de tensão, procedimento que foi concluído em 17 de março de 2026.

"Com o enquadramento adequado, as renováveis e os sistemas de armazenamento de energia em baterias podem reforçar a estabilidade da rede", defenderam estas associações, reiterando que "uma maior resiliência das redes contribui para fornecer eletricidade mais limpa e mais barata, reduzindo simultaneamente a dependência da Europa de combustíveis fósseis importados".

Em 28 de abril de 2025, a Península Ibérica sofreu uma falha elétrica que deixou milhares de pessoas às escuras por várias horas, sem acesso a transportes, comunicações e serviços básicos. Em Portugal, o apagão, que teve origem no país vizinho, foi pelas 11:33.

As associações consideraram que este deve ser um momento de aprendizagem e que o "papel que as renováveis e o armazenamento em baterias podem desempenhar no reforço da resiliência deve ser reconhecido".

Deixaram ainda um apelo a um "investimento acelerado na resiliência da rede, na estabilidade e na flexibilidade do sistema, em particular através da possibilidade de as energias renováveis fornecerem controlo dinâmico de tensão e da facilitação da integração de armazenamento em baterias e inversores formadores de rede".

Os peritos europeus que investigaram o apagão concluíram que o incidente resultou de múltiplos fatores técnicos, mas não atribuíram responsabilidades legais, remetendo essa avaliação para as autoridades nacionais.

A investigação identificou uma combinação de fatores, incluindo limites de tensão diferenciados, baixa carga nas linhas, falhas em sistemas de proteção e insuficiências no controlo dinâmico da tensão.

Entre os elementos analisados esteve também o comportamento de unidades de produção renovável, mas em resposta a perguntas dos jornalistas os peritos rejeitaram uma relação direta entre o apagão e este tipo de energia.

Os peritos formularam algumas recomendações, nomeadamente o reforço do controlo de tensão e da coordenação entre produção, distribuição e transporte de eletricidade.

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