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Brasil e Renováveis são os motores da EDP

Apesar do recuo dos lucros, o EBITDA da empresa avançou dois dígitos alavancado pela Renováveis e o Brasil. António Mexia diz que a seca no Brasil está a recuar e pede o fim da contribuição extraordinária.

André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 29 de Outubro de 2015 às 21:27
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As Renováveis e o Brasil deram energia à EDP nos primeiros nove meses, num período em que os resultados negativos na Península Ibérica pressionaram a eléctrica.

Os lucros da EDP recuaram 4%, para 736 milhões de euros, nos primeiros nove meses deste ano. A penalizar os resultados esteve o aumento dos custos financeiros, a seca e a falta de vento em vários mercados, e a apreciação do dólar.

Em sentido contrário, segue o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que cresceu 10%, para 2.991 milhões de euros. "Este crescimento é suportado pela Renováveis e pelo Brasil", destacou o presidente executivo da EDP ao Negócios. Juntos, valem quase 50% do EBITDA.

No outro lado do Atlântico, a EDP Brasil apresentou um "resultado recorde", sublinhou, apesar das "difíceis condições climáticas e das alterações regulatórias". O EBITDA da EDP Brasil cresceu 75%, para 655 milhões, com o ganho resultante da aquisição a desconto de 50% da central termoeléctrica de Pecém I.

Analisando a situação de seca do Brasil, o gestor garante que a situação está agora melhor. "Temos vindo a assistir a uma recuperação clara da hidraulicidade e os reservatórios estão 50% melhor do que no ano passado. Há um ano estávamos a discutir racionamento, agora  o sistema está equilibrado", destacou. António Mexia garante que o "mercado brasileiro é prioritário para a EDP", com opções de investimento "muito interessantes" nos próximos anos.

A EDP Renováveis, por seu turno, registou um crescimento do EBITDA em 22%, para 782 milhões de euros, com o aumento da capacidade instalada, melhores preços de venda em Espanha e Estados Unidos da América, e efeitos cambiais positivos.

Sobre o impacto das energias limpas no balanço da energética, António Mexia não se mostrou surpreendido. "A EDP Renováveis tem sido uma das alavancas de crescimento nos últimos anos", afirmou. "O vento vai continuar a ser a principal aposta de crescimento da estrutura accionista da EDP", disse António Mexia. E destacou a importância dos EUA para o futuro da companhia. "No curto prazo, cerca de dois terços do nosso investimento serão feitos no mercado norte-americano."

Mexia defende fim da CESE
Uma contribuição extraordinária cujo prazo de validade já terminou. É desta forma que António Mexia qualifica a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE) que pesou 61 milhões no balanço este ano. "Medidas extraordinárias, contribuições extraordinárias", destaca o gestor que argumenta que o sistema eléctrico está a dar provas da sua sustentabilidade. "A situação em Portugal mudou, as medidas extraordinárias devem ser ultrapassadas", defende.
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