Consumo de eletricidade bate recorde histórico no primeiro semestre
A procura atingiu 27.200 GWh entre janeiro e junho, mais 3,5% do que no mesmo período de 2025, estabelecendo um novo máximo para um primeiro semestre. As renováveis asseguraram 71% do consumo e a produção solar atingiu um máximo histórico de potência.
O consumo de eletricidade em Portugal atingiu um máximo histórico no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o consumo totalizou 27.200 gigawatts-hora (GWh), mais 3,5% do que no mesmo período de 2025, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pela REN.
Trata-se do consumo mais elevado de sempre registado num primeiro semestre, superando em cerca de 900 GWh o recorde anterior, registado em 2025. Corrigindo os efeitos da temperatura e do número de dias úteis, o aumento foi de 3,3%.
A tendência manteve-se em junho, quando o consumo de eletricidade cresceu 3% face ao mesmo mês do ano passado, ou 2,5% após correção dos efeitos da temperatura e do calendário.
No conjunto dos primeiros seis meses do ano, as energias renováveis asseguraram 71% do consumo nacional de eletricidade. A produção hidroelétrica representou 29%, a eólica 26%, a solar 11% e a biomassa 5%. As centrais a gás natural responderam por 14% do consumo, enquanto os restantes 15% corresponderam ao saldo importador.
Produção solar atinge novo máximo
Em junho, as fontes renováveis asseguraram 55% do consumo de eletricidade, enquanto a produção não renovável respondeu por 12% e as importações pelos restantes 33%. Nesse mês, a produção fotovoltaica atingiu cerca de 3.800 MW às 13h30 de 29 de junho, estabelecendo um novo máximo histórico para esta tecnologia em Portugal.
A produção fotovoltaica atingiu cerca de 3.800 MW no dia 29 de junho, às 13h30, o valor mais elevado alguma vez registado para esta tecnologia em Portugal.