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Consumo de energia nas famílias aumentou 14%. Nas empresas baixou 12%

Na indústria a queda do consumo de eletricidade em março situou-se em 1,5% e no gás natural em 9,4%, segundo as estimativas da DGEG. O consumo de gasolina caiu 25% e o de gasóleo 18%.

Bloomberg
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 20 de Abril de 2020 às 17:39
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No mês de março, as famílias portuguesas consumiram mais 14% de eletricidade face a igual período do ano passada. Uma evolução explicada pelo confinamento devido ao surto pandémico da covid-19. Pelo contrário, no segmento de serviços caiu 12% e na indústria desceu 1,5%.

Os números fazem parte doas estimativas rápidas de consumo o que a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) começou a divulgar "dada a situação de exceção que Portugal vive". O objetivo passa por "identificar e encontrar uma tendência dos efeitos desta pandemia no consumo energético nacional, ao nível dos consumos de eletricidade, gás natural e principais produtos de petróleo", explica a DGEG.

De acordo com os dados publicados pela entidade, que têm como base os números fornecidos pela-as várias empresas do setor, no segmento empresarial o impacto da pandemia no consumo de energia elétrica refletiu-se especialmente no setor de serviços (-12%).

Isto porque na indústria houve uma descida ligeira de 1,5%, uma evolução que pode traduzir que a maioria das unidades fabris continuou a funcionar em Portugal. Já nos setores dos transportes e agricultura e pescas a redução do consumo de eletricidade em março foi de 0,5%.

No que toca ao consumo de gás natural, as estimativas apontam para uma quebra na ordem dos 20% no setor dos serviços e um aumento de cerca de 13% no setor doméstico, relativamente a março de 2019. "Para o mesmo período, estima-se que nos setores da indústria e dos transportes a descida seja cerca de 9% e 7%, respetivamente", detalha a DGEG.

Com a economia parada, o boletim divulgado pela DGEG revela ainda que em março de 2020 o consumo de combustíveis sofreu uma redução significativa, na ordem dos 18% para o gasóleo e 25% para a gasolina.

Já o gás de petróleo liquefeito (GPL), utilizado nas botijas de gás que são usadas por cerca de 2,6 milhões de famílias, cresceu 12%. Pelo contrário, o GPL Auto teve um decréscimo de 24% em março, relativamente ao mesmo mês do ano anterior.

Já o gasóleo agrícola foi o único produto petrolífero que apresentou um crescimento de 12%.

Os dados da DGEG mostram ainda que o consumo de "jet fuel" na aviação teve a maior queda ao decrescer 35%. Uma tendência seguida no que toca ao abastecimento de navios, afetos ao transporte de passageiros e mercadorias, ao cair cerca de 28%.

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