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EDP quer ser a única dona da Renováveis até 2020

O administrador financeiro da EDP Renováveis salienta a importância dos activos de energias limpas para o crescimento do sector. E é por isso que as empresas de energia estão a consolidar estes activos de volta na casa-mãe.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 14 de Março de 2018 às 11:18

"Tornou-se um negócio tão importante que queremos a maioria, se não os 100%, destas empresas", afirmou à Bloomberg o administrador financeiro da EDP, Nuno Alves. As declarações do responsável surgem numa altura em que o sector está a implementar mudanças, com especial destaque para o mercado alemão.

 

"É uma área de crescimento. É um negócio tão importante hoje em dia no mundo das ‘utilities’ que as empresas querem-no na totalidade", salientou o responsável.

 

A EDP já tentou voltar a controlar a totalidade do capital da EDP Renováveis, tendo lançado uma oferta pública de aquisição sobre a cotada de energias alternativas. Contudo, nesta operação só conseguiu comprar 5% da empresa liderada por João Manso Neto. A eléctrica controlada por António Mexia detém agora um total de 82,56% da EDP Renováveis, tendo 17,44% do capital da cotada permanecido nas mãos de accionistas minoritários.

 

Após conhecidos os resultados, a EDP afastou o cenário de fusão com a Renováveis, salientando que no curto prazo não seria feita esta operação.

 

Em declarações à Bloomberg, Nuno Alves disse que até 2020 a EDP quer ser a única dona da Renováveis, mas não está planeada qualquer acção no curto prazo.

 

Estas declarações surgem numa altura de mudanças no sector. A última foi o negócio entre a EON e a RWE. A EON vai comprar a Innogy, empresa de energia renovável da RWE, num negócio avaliado em 22 mil milhões de euros. Nesta operação a EON vai ficar com as unidades de retalho e de transporte de energia das duas empresas, enquanto a RWE vai ficar com o negócio de renováveis assim como parte da EON.

 

A Bloomberg salienta que a italiana Enel, a francesa Electricité de France e a espanhola Iberdrola também já realizaram operações que trouxeram de volta para a casa-mãe os activos de energias renováveis.

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