EDP vai dar energia renovável ao centro de dados de Sines
As duas empresas estão preparadas para uma nova era: energia renovável a dar carga aos centros de dados. A parceria entre a EDP e a Start Campus pode mesmo chegar a outras geografias.
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A EDP saiu de Sines, mas continua a ver oportunidades na cidade costeira, especialmente quando o centro de dados da Start Campus promete consumir elevadas quantidades de energia para trabalhar dados. Por isso, as duas empresas fizeram uma parceria estratégica, tendo o objetivo de acelerar projetos de centros de dados alimentados por energia renovável, existindo ainda potencial de expansão para outros mercados.
De acordo com a Start Campus e a EDP, a parceria vai "aliar capacidades complementares para acelerar a disponibilização de capacidade computacional competitiva e sustentável, alinhada com as ambições digitais e de descarbonização da Europa". Este acordo vai assentar em três pilares: acelerar o desenvolvimento de energia renovável para responder à crescente procura digital; estabelecer a EDP como parceiro de longo prazo; explorar sinergias e oportunidades de cooperação em Sines e em novos desenvolvimentos de centros de dados, também em outras geografias.
A âncora deste projeto é precisamente o centro de dados de Sines, ao lado de onde estava instalada a antiga Central Termoelétrica da EDP. O acordo foi então concebido para que os novos desenvolvimentos e investimentos nos setores da energia e do digital, em Portugal, fossem alinhados, sendo que o centro da Start Campus na cidade do litoral se tem posicionado na linha da frente.
"A procura de eletricidade por parte dos centros de dados está a crescer de forma acelerada. Só na Europa, estimamos cerca de 70 terawatt-hora (TWh) adicionais de consumo até 2030. A EDP está preparada para apoiar o desenvolvimento de infraestruturas digitais que possam escalar de forma fiável e sustentável, alavancando as suas fortes competências em eletricidade renovável e gestão de energia", destaca Ana Quelhas, diretora da Unidade de Negócio de Hidrogénio e Data Centers da EDP. Para a empresa energética, a experiência das duas empresas "constitui uma base sólida para disponibilizar, em Portugal, infraestruturas digitais à escala alimentadas por energia renovável".
Já Robert Dunn, CEO da Start Campus, garante que as visões das duas organizações estão alinhadas. "Este enquadramento de parceria reflete a convicção partilhada de que as infraestruturas digitais e a energia renovável devem ser desenvolvidas em conjunto, à escala e com a resiliência do sistema a longo prazo em mente". "Ao alinhar a visão de plataforma da Start Campus com a liderança energética e a experiência global da EDP no suporte a infraestruturas digitais 'hyperscale', estamos a lançar as bases para uma abordagem integrada ao crescimento digital — começando em Sines e estendendo-se a todo o país — que apoia os clientes, reforça o sistema energético e gera valor económico sustentável", sustenta o responsável.
Os dados da EDP mostram que a energia renovável também tem vindo para ficar, tendo representado 68% do consumo de eletricidade no ano passado. Agora, e com o acordo assinado, as duas partes vão iniciar as discussões para acelerar a instalação de soluções renováveis competitivas que consigam apoiar o crescimento que a procura digital tem vindo a sentir, reforçando a resiliência de toda a rede, a estabilidade dos preços a longo prazo e reduzir a dependência de importação energética de outras geografias.
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