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Galp fecha 2020 com prejuízos de 42 milhões de euros

O resultado da petrolífera portuguesa compara com os lucros de 560 milhões obtidos em 2019.

Do quatro para o quinto lugar, a Galp Gás Natural tem de importar gás natural para entregar aos seus clientes. Portugal não extrai gás natural, tal como não tem exploração de petróleo, que leva a Petrogal - outra empresa do grupo Galp - a ser a maior importadora.
Rita Faria afaria@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2021 às 07:27
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A Galp fechou o ano passado com prejuízos de 42 milhões de euros, o que compara com os lucros de 560 milhões obtidos em 2019.

Em comunicado enviado à CMVM, a empresa detalha que o EBITDA caiu 34% em termos homólogos para 1.570 milhões de euros "impactado pelas condições de mercado desafiantes no período", marcado pela pandemia da covid-19.

"Os resultados financeiros foram -€182 m, impactados por diferenças cambiais de -€78 m resultantes da depreciação do Dólar dos E.U.A. e do Real Brasileiro, e uma variação negativa no mark-to-market de -€44 m, sobretudo relacionada com derivados de cobertura", detalha a Galp, acrescentando que os resultados também incluem a perda registada no segundo trimestre relacionada com derivados de licenças de CO2.

No que respeita ao quarto trimestre do ano, a Galp registou lucros de 3 milhões de euros, muito abaixo dos 157 milhões do quarto trimestre de 2019 e das estimativas dos analistas que apontavam para um resultado líquido de 49,7 milhões.

No ano passado, o investimento da Galp fixou-se em 898 milhões de euros, com as Renováveis & Novos Negócios a corresponder a 39% do total, maioritariamente relacionado com a transação do portefólio de energia solar FV em Espanha durante o terceiro trimestre, no valor de 325 milhões.

"O Upstream representou 36% do investimento do Grupo e esteve sobretudo relacionado com a execução dos projetos no BM-S-11/11A e Bacalhau no Brasil, assim como com os projetos na Área 4, em Moçambique. O investimento em atividades de downstream esteve sobretudo relacionado com a Comercial, incluindo a valorização do segmento de retalho em Portugal e ativos logísticos em Moçambique, e com melhorias de eficiência no sistema refinador", concretiza o comunicado.

O free cash flow foi 42 milhões de euros, "num dos anos mais desafiantes para o setor", segundo a Galp, enquanto a dívida líquida aumentou para 2.066 milhões, considerando os 544 milhões de dividendos pagos a acionistas e a interesses minoritários durante o período, bem como 129 milhões de outros efeitos, maioritariamente relacionados com impactos da desvalorização do Real Brasileiro e do Dólar dos EUA.

Galp revê metas para 2021

No mesmo dia em que apresentou as contas relativas ao ano passado, a empresa agora liderada por Andy Brown também reviu o "guidance" para este ano, "incorporando mais prudência no que respeita à evolução da envolvente macro dos seus potenciais efeitos nas operações e resultados da empresa".

Para 2021, a Galp aponta agora para um EBITDA entre 1,6 e 1,8 mil milhões de euros e um investimento entre 500 e 700 milhões de euros.

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