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Governo quer arrancar com produção de hidrogénio verde “já no próximo ano”

O ministro do Ambiente estima que a aposta na produção de hidrogénio em Portugal movimente um investimento superior a 3 mil milhões de euros até 2030.

Lusa
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 19 de Fevereiro de 2020 às 11:21
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A produção de hidrogénio verde está no topo das apostas do Governo no âmbito da promoção de energias renováveis e, consecutivamente, para cumprir as metas da descarbonização. E a ambição passa por "arrancar já no próximo ano com produção de hidrogénio verde em Portugal", começou por adiantar João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Ação Climática esta quarta-feira no Parlamento.

Para cumprir esta meta, "aproveitaremos as nossas vantagens estratégicas: um bem apetrechado porto de águas profundas, em Sines; um preço de energia elétrica solar entre os mais baixos do mundo; terrenos do Estado disponíveis para instalar o complexo industrial de hidrogénio e uma rede de abastecimento de gás natural", elencou o governante. 

No final do ano passado, o Governo anunciou que cria instalar uma unidade de produção de hidrogénio verde em Sines, alimentada por uma central de energia solar, que será realizado em parceria com a Holanda e contará com a ajuda de fundos europeus. Esta unidade de 1 gigawatt, o suficiente para abastecer um milhão de casas, poderia produzir 160 milhões de quilos de hidrogénio, o que daria para abastecer uma frota de autocarros e camiões para 800 milhões de quilómetros. O projeto conta também já com a EDP, a Galp e a REN como parceiros.

Durante a sua intervenção inicial o governante explicou que o Governo está a preparar as linhas condutoras para a estratégia do hidrogénio em Portugal, a qual deverá ser apresentada em breve. E, nesse sentido, fez questão de sublinhar esta estratégia não se resume a Sines.

"Haverá projetos de escala variável, dispersos pelo território, estando o Governo a preparar um plano de ação para o hidrogénio, no qual o apoio à produção descentralizada será uma das prioridades", adiantou Matos Fernandes. "Juntamente com a nova legislação sobre comunidades de energia, a produção descentralizada de hidrogénio é uma oportunidade para atrair investimento para o interior, permitindo a cada território tirar o melhor partido dos seus recursos endógenos e, assim, participar ativamente na transição energética", acrescentou.

O projeto de produção de hidrogénio verde "está focado em alavancar a energia solar", mas também poderá ser produzido através de energia eólica onshore e offshore, detalhou Matos Fernandes.

"Estimamos que o projeto de produção de hidrogénio verde possa mobilizar, até 2030, um investimento superior a 3.000 milhões de euros para produzir um máximo anual de 175 mil toneladas de hidrogénio", apontou.

 

O ministro aproveitou ainda para destacar que "a produção de hidrogénio reduzirá as importações e a dependência energética, reforçando a segurança energética em Portugal e na União Europeia. Posiciona o nosso país como exportador de energia verde e descarboniza a indústria, os transportes e o aquecimento". Além disso, "dinamiza a indústria e dá novos usos à infraestrutura de gás natural de que o país dispõe".

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