Energia Gulbenkian põe fim às negociações para vender a Partex

Gulbenkian põe fim às negociações para vender a Partex

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou que “decidiu pôr termo à negociação” que tinha como objectivo vender a Partex. Em causa estão as suspeitas em torno do grupo chinês que estava interessado neste activo.
Gulbenkian põe fim às negociações para vender a Partex
Reuters

"Na sequência das notícias recentes vindas a público sobre a situação do grupo chinês e face à incapacidade desta empresa em as esclarecer cabalmente junto da Fundação, concluiu-se que não existem condições para continuar as conversações", explica a Fundação em comunicado enviado para as redacções.

A Gulbenkian adianta que mantém a sua "opção estratégica", dando assim "continuidade ao processo de venda da Partex, tendo em conta os melhores interesses da Fundação e da empresa."

 

O fundador do grupo chinês CEFC China Energy está a ser investigado na China, segundo notícias avançadas pela imprensa local. Ye Jianming é o presidente da administração do grupo que está a tentava a tentar comprar a Partex à Fundação Gulbenkian. Este é o mesmo grupo que está em negociações para adquirir a posição de controlo na Montepio Seguros.

 

As negociações em torno da compra da Partex ficam assim concluídas, com a Fundação a pôr fim a este processo devido, precisamente, às notícias sobre as suspeitas de crimes económicos por parte do fundador do grupo.

Em curso estarão ainda as negociações para a compra de 60% da Montepio Seguros, onde se destaca a Lusitania. Este foi, aliás, foi o primeiro negócio a ser anunciado no âmbito de uma "cooperação empresarial multi-dimensional" entre a mutualista do Montepio e o grupo chinês. A operação visava uma presença mais próxima do grupo no país: "O CEFC vai estabelecer a sua sede financeira em Portugal e levar a cabo a cooperação no investimento em diversos campos como o ramo financeiro, imobiliário, infra-estrutura, telecomunicações e vinho".


Sobre este processo não tem havido qualquer desenvolvimento. E o regulador, a ASF, não tem respondido às questões do Negócios sobre este negócio. 

(Notícia actualizada às 10:15 com mais informação)




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