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Iberdrola completa venda da EDP e encaixa mais-valia de 98 milhões de euros

O último contrato de derivados detido pela Iberdrola sobre acções da EDP terminou no dia 7 de Maio, o que significa que a Iberdrola completou a venda de títulos da eléctrica portuguesa.

Bloomberg
08 de Maio de 2014 às 07:31

“Ontem, dia 7 de Maio, venceu, o último contrato de derivados sobre acções da EDP” detido pela Iberdrola, o que significa que a espanhola “liquidou a totalidade da participação” da eléctrica portuguesa, revela a Iberdrola em comunicado enviado para o regulador de mercados espanhol.

“Desde 1 de Janeiro de 2014 até 7 de Maio, a Iberdrola Energía alienou aproximadamente 6,66% do capital da EDP. O valor bruto das referidas vendas ascendeu a cerca de 662 milhões de euros”, adianta a mesma fonte.

“O total do desinvestimento na EDP gerou uma mais-valia bruta a nível consolidado de aproximadamente 98 milhões de euros”, acrescenta a Iberdrola.

A espanhola era, até ao início deste ano um dos accionistas de referência da EDP. No Verão de 2013, a Iberdrola vendeu, pela primeira vez em três anos, acções da eléctrica portuguesa. Na altura ficou com menos de 7%, tendo chegado a deter 9,5% entre 2006 e 2010. No final de 2013 a Iberdrola ainda tinha 6,66% do capital da EDP, posição que nos primeiros meses do corrente ano foi reduzindo.

A Iberdrola entrou na EDP em 1998, numa das fases da reprivatização do grupo.

De início, a relação entre a EDP e a Iberdrola funcionou bem. As duas empresas tinham, desde 1998, uma parceria estratégica, com participações cruzadas. Mas nos últimos anos o grupo espanhol não escondeu o desconforto com a gestão de poderes na EDP e a sua limitada margem de manobra: o tecto de 5% de direitos de voto, que durante uma década penalizou a Iberdrola, só foi desfeito pelo Estado na venda de 21,35% à China Three Gorges. Em Março de 2012, a Iberdrola levou a EDP a tribunal para tentar anular as deliberações da assembleia geral de accionistas de Fevereiro, denunciando um conflito de interesses na votação, pelo Estado, das propostas que elevariam o limite de direitos de voto na EDP de 20% para 25%.

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