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Freeport Alcochete vendido em 2014

A operação foi fechada no segundo semestre do ano passado. A VIA Outlets é a nova dona do “outlet” localizado na margem sul do Tejo. A compra envolveu outros dois centros comerciais em território europeu.

Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 06 de Janeiro de 2015 às 17:24
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O centro comercial Freeport Alcochete foi vendido em 2014 aos britânicos da Hammerson, através da sua participada VIA Outlets.

 

O activo português integra um portefólio de três centros comerciais anteriormente detidos pelo grupo americano Carlyle. Os outros dois "outlets" localizam-se na Suécia e na República Checa.

 

A Hammerson detém uma participação de 47% na VIA Outlets, contribuindo com 57 milhões de euros para esta aquisição, indica uma nota presente no "site" da companhia, datada de Novembro de 2014.

 

O investimento surge numa altura em que a VIA Outlets quer reforçar o seu crescimento no sector dos "outlets". Há inclusive planos para aumentar o potencial do centro comercial localizado na margem sul do Tejo: reforçar a presença de marcas internacionais e realocar e ampliar a área de restauração, de modo a "aumentar os gastos e tempo de permanência".

 

O Freeport Alcochete possui uma área de 55.700 metros quadrados e mais de 170 lojas. Contactadas pelo Negócios, nenhuma fonte do mercado imobiliário quis comentar a operação ou valores envolvidos. A Cushman & Wakefield representou uma das partes envolvidas no negócio.

 

Em 2007, o grupo Carlyle foi obrigado a prosseguir com a oferta pública de aquisição que lançou sobre a gestora britânica de "outlets" Freeport, então dona do centro comercial em Alcochete, no valor de 153 milhões de libras (cerca de 230 milhões de euros, ao câmbio da altura).

 

O "outlet" esteve no centro de um caso de justiça envolvendo o antigo primeiro-ministro José Sócrates. Em 2010, o Ministério Público acabou mesmo por considerar a existência de irregularidades na aprovação da licença para a construção do centro comercial numa área considerada protegida. A "luz verde" para a construção foi dada pelo Ministério do Ambiente então liderado por Sócrates.

 

De acordo com um estudo recente da consultora imobiliária JLL, o investimento em imobiliário comercial em Portugal terá atingido os 715 milhões de euros em 2014. Entre as principais transacções contam-se a venda da sede da EDP no Marquês de Pombal e de um portefólio de activos da gestora de activos do Novo Banco, a ESAF.

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