Imobiliário Preços do imobiliário em Portugal ainda não preocupam FMI

Preços do imobiliário em Portugal ainda não preocupam FMI

A subida dos preços dos imóveis em Portugal ainda não é motivo de preocupação para o FMI, que considera não serem necessárias medidas para já. Mas o Fundo deixa o alerta sobre o risco de aumento da exposição da banca ao imobiliário.
Preços do imobiliário em Portugal ainda não preocupam FMI
Pedro Curvelo 12 de julho de 2019 às 14:30

O FMI considera que a subida continuada dos preços do imobiliário em Portugal ainda não requer medidas das autoridades financeiras ou do Governo. Mas alerta para o risco de aumento do crédito bancário para o setor.

No relatório sobre Portugal, divulgado esta sexta-feira, o Fundo Monetário Internacional sublinha que os preços da habitação variam "de forma considerável" de região para região. E, acrescenta, a maioria das transações não têm sido financiadas com crédito.

No entanto, o Fundo adverte que se os preços elevados persistirem poderão "encorajar" o crédito à habitação, aumentando ainda mais a já elevada exposição da banca ao imobiliário, que se situava em 38% dos ativos em dezembro de 2018.

Nesse sentido, o FMI recomenda às autoridades portuguesas um acompanhamento atento da evolução do crédito à habitação e estarem preparadas para ajustar as medidas macroprudenciais caso seja necessário.

O documento refere que o crescimento do índice de preços na habitação (HPI) desacelerou dos 12,2% no primeiro trimestre de 2018 para os 9,3% no último trimestre do ano passado. O Fundo nota que em Lisboa e Porto o valor mediano por metro quadrado aumentou mais de 23% em termos homólogos no quarto trimestre de 2018.

O FMI assinala ainda que uma "parte significativa" das transações que têm impulsionado os preços do imobiliário em certas zonas estão associadas ao forte crescimento do turismo e a investimento por parte de não residentes, em particular no segmento mais caro. Entre 2013 e 2017, as aquisições por estrangeiros representavam mais de 35% do valor total no segmento de imóveis acima de 500 mil euros, indica o relatório.




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