Adeus Unicer, olá Super Bock Group
Super Bock Group. Esta é a nova designação da Unicer, que pretende desta forma "simbolizar as suas credenciais cervejeiras" e "dar continuidade à sua estratégia de crescimento em Portugal e de fortalecer a expansão internacional através da sua principal marca", que está a comemorar 90 anos e que tem presença em mais de 50 países.
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"As nossas raízes encontram-se nas cervejas. E embora tenhamos alargado, ao longo dos anos, o negócio a outras actividades no sector das bebidas, mantemos a actividade cervejeira como o principal motor do nosso crescimento. Ambas, marca e empresa, são hoje indissociáveis", justificou o CEO, Rui Lopes Ferreira.
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Durante a apresentação da nova identidade corporativa "mais coerente e internacional", realizada esta sexta-feira, 10 de Novembro, o gestor salvaguardou, porém, que esta mudança "não representa qualquer alteração estrutural na estratégia de negócio", cujas vendas totais ascenderam a 450 milhões de euros em 2016, e também que não há "nenhuma ruptura com o passado".
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Inalterada permanece também a estratégia multimarca da empresa fundada há 127 anos, que emprega cerca de 1.300 trabalhadores. Até porque na perspectiva do grupo sedeado em Leça do Balio, no concelho de Matosinhos, este é "um factor competitivo através do qual assegura a liderança no sector das bebidas refrescantes em Portugal", detendo marcas como a Vitalis e a Água das Pedras.
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Na área internacional, o grupo que produz anualmente o equivalente a 936 milhões de garrafas de 33 cl de Super Bock – apresentada como "a cerveja portuguesa mais vendida no mundo" – está agora mais apostado em seguir para Oriente e para mercados emergentes, depois do sempre adiado projecto de internacionalização para Angola, que incluía a abertura de uma fábrica.
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Rui Lopes Ferreira referiu que, a seguir a Portugal, a China já é o segundo maior mercado para o grupo, o que classificou como um "motivo de orgulho". "É o nosso maior destino internacional, uma posição que temos vindo a fortalecer, com a nossa marca Super Bock, e que actualmente representa cerca de 4% das exportações nacionais para este país", detalhou o homem que conduziu a empresa a lucros de 38 milhões de euros em 2016.
Solidez e dimensão externa
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Perante Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente executivo da antiga Unicer elogiou "a ousadia" dos accionistas (a Viacer, dos grupos Violas, Arsopi e BPI, detém 56% do capital; a Carlsberg 44%) e garantiu que o grupo, que já assegura perto de um quarto das vendas no estrangeiro, está "sólido e preparado para novos desafios e projectos". "Queremos continuar a ganhar escala, assegurando sempre uma operação sustentada em todas as geografias onde estamos, suportado pelas nossas marcas mais fortes", concluiu.
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Já o "Presidente de todos os portugueses e de todas as cervejeiras portuguesas", brincou Marcelo, destacou a parceria dinamarquesa no capital, o facto de ter "sabido encontrar mercados novos e mercados grandes, como a China" ou a idade média dos trabalhadores situada abaixo dos 40 anos. E desafiou a ambição do grupo: "têm de querer ser a melhor cerveja do mundo. Ser a melhor cerveja de Portugal é curto", vaticinou o chefe de Estado.
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