Cimpor multiplica prejuízos por mais de 13 para 589 milhões de euros

A Cimpor registou prejuízos de 589,1 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, um valor mais do que 13 vezes maior do que o resultado líquido negativo de 42,7 milhões de euros verificado no período homólogo.
Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago 16 de Novembro de 2016 às 21:30

Os prejuízos da Cimpor aumentaram em mais de 13 vezes nos primeiros nove meses de 2016. Em comunicado enviado esta quarta-feira, 16 de Novembro, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Cimpor revela que registou um prejuízo de 589,1 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, valor que compara com os prejuízos de 42,7 milhões de euros verificados em igual período de 2015.

 

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No que diz respeito à evolução trimestral, no terceiro trimestre deste ano a Cimpor teve um prejuízo de 60,7 milhões de euros, resultado que representa um aumento de 103,5% face ao resultado líquido negativo de 29,9 milhões obtido entre Julho e Setembro do ano passado.

 

Já o EBITDA registado pela Cimpor entre Janeiro e Setembro foi de 264,6 milhões de euros, uma quebra de 33,1% comparativamente com os 395,7 milhões de euros verificados no período homólogo. E no terceiro trimestre o EBITDA foi de 94,4 milhões de euros, menos 18,9% do que os 116,4 milhões de euros alcançados no período homólogo.

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Nota ainda para a quebra verificada nas receitas. O volume de negócios da Cimpor recuou de 625,1 milhões de euros no terceiro trimestre de 2015 para 482,1 milhões de euros entre Julho e Setembro deste ano. Quebra verificada também quando estão em análise os primeiros nove meses, com as receitas da cimenteira a caírem dos 1.927,9 milhões de euros alcançados entre Janeiro e Setembro do ano passado para 1.379,4 milhões de euros no mesmo período de 2016.

 

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Já no primeiro semestre do ano a Cimpor tinha tido um prejuízo de 526,7 milhões de euros, um valor 75 vezes superior relativamente ao resultado líquido negativo de 7 milhões de euros que havia sido obtido nos primeiros seis meses de 2015.

 

A cimenteira nota que "o efeito cambial adverso marcou a evolução face ao ano anterior", sendo que os "resultados financeiros permanecem penalizados pelo efeito cambial ao longo do ano, embora no terceiro trimestre estivessem em linha com o período homólogo".

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Na nota enviada ao regulador a empresa salienta que, ainda assim, as "perspectivas favoráveis materializaram-se". Designadamente na América do Sul onde as vendas cresceram 8% graças a "um ajuste de preços".

 

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Por fim, o aumento do prejuízo é justificado "pela imparidade de 452 milhões de euros no goodwill (Brasil) registada no segundo trimestre de 2016".

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